INTERNACIONAL

Mulher esfaqueada no Porto foi morta por ex com quem tinha dois filhos


Mais uma mulher morreu vítima de violência doméstica, na quinta-feira, 7 de novembro, em Portugal. Desta vez, o crime ocorreu numa praça da cidade do Porto, mesmo em frente a um parque infantil e junto a uma escola, em plena via pública, sob o olhar de quem por ali passava.

A mulher assassinada na manhã de ontem, chamava-se, segundo o Jornal de Notícias, Jusett e tinha planeado começar uma nova vida.
Separou-se do companheiro e pai dos dois filhos e deveria começar a trabalhar num restaurante da Invicta precisamente no dia em que acabou por ser morta com duas facadas no peito e no abdómen pelo homem que um dia amou.
O suspeito, um pescador da Figueira da Foz, de 39 anos, e natural de São Tomé, tal como a vítima, não se conformava, de acordo com o jornal diário, com a separação e ameaçava matá-la, caso ela não voltasse para ele. Ao início da manhã de ontem, cumpriu a ameaça, em plena Praça da Corujeira.
Posteriormente, como contaram várias testemunhas às autoridades, ingeriu o líquido de uma garrafa branca com a inscrição de uma caveira. Seria lixívia, como revelou a Polícia de Segurança Pública (PSP) num comunicado enviado ao Notícias ao Minuto, ainda no decorrer do dia de ontem.
Posteriormente, fez cerca de dois quilómetros até ao viaduto do Pego Negro, junto à rotunda das Areias, e atirou-se. Apesar disso, sobreviveu e foi transportado em estado grave para o São João, o mesmo hospital para onde a vítima foi transportada mas acabou por morrer devido à gravidade dos ferimentos provocados pelo pai dos filhos, com quem tinha vindo para Portugal, em 2021.
Recorde-se que só na primeira metade deste ano, 13 pessoas morreram em Portugal como consequência da violência doméstica, entre elas 11 mulheres. Os dados são do Portal da Violência Doméstica, da responsabilidade da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), que publicou recentemente os números referentes aos meses de abril a junho.
———-A violência doméstica é crime público e denunciar é uma responsabilidade coletiva. Se precisar de ajuda ou tiver conhecimento de alguma situação de violência doméstica participe:

Acredita que poderá ser vítima de algum tipo de violência, no namoro ou em casa?AMCV – Associação de Mulheres contra a Violência – 213 802 165APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima – 116 006 (08h às 23h, dias úteis)Email da CIG – Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género – [email protected]
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