Hotéis de Macau fixam novo recorde de hóspedes até setembro
De acordo com dados oficiais da Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) da região semiautónoma chinesa, este valor representa um aumento de 0,1% em comparação com igual período de 2024.
Além disso, é o número mais elevado desde que a DSEC começou a compilar estes dados, em 1998, ainda antes da transição de administração de Macau, de Portugal para a China.
Com mais hóspedes, os estabelecimentos hoteleiros do território tiveram 89,3% dos quartos ocupados entre janeiro e setembro, mais 3,9 pontos percentuais do que no mesmo período de 2024 e a taxa mais alta desde o início da pandemia de covid-19.
No final de setembro, Macau tinha 147 hotéis e pensões, mais três do que no ano passado e um máximo histórico, disponibilizando cerca de 45 mil quartos, referiu a DSEC.
Também no mês passado, estavam a ser construídos três hotéis, com um total de 204 quartos, e em fase de projeto mais nove, que poderão disponibilizar mil quartos, anunciou hoje a Direção dos Serviços de Solos e Construção Urbana de Macau.
A região recebeu nos primeiros nove meses 29,7 milhões de visitantes, mais 14,5 por cento do que no mesmo período de 2024 e o segundo valor mais elevado de sempre para um arranque de ano.
No entanto, 58,2% dos visitantes (17,3 milhões) chegaram em excursões organizadas e passaram menos de um dia na cidade.
Só em setembro, a taxa de ocupação média dos estabelecimentos hoteleiros recuou 0,1 pontos percentuais, para 84,6%, enquanto o número de hóspedes permaneceu semelhante ao mesmo mês do ano passado: 1,12 milhões.
Isto apesar de os hotéis terem baixado os preços médios dos quartos para 1.270 patacas (137 euros), menos 1,1% do que no mesmo mês de 2024, de acordo com dados da Associação de Hotéis de Macau, que reúne 48 estabelecimentos locais.
Segundo o relatório, divulgado pela Direção dos Serviços de Turismo, a descida foi sentida sobretudo nos hotéis de três estrelas, cujo preço médio caiu 5,4%, para 850 patacas (92 euros).
Os estabelecimentos hoteleiros de Macau acolheram mais de 14,4 milhões de hóspedes em 2024, estabelecendo um novo recorde histórico.
O anterior recorde, 14,1 milhões de hóspedes, tinha sido fixado em 2019, antes da pandemia de covid-19, num ano que Macau terminou com apenas 38.300 quartos em 122 estabelecimentos hoteleiros.
“Temos cada vez mais turistas, mas o nível de consumo está a baixar”, alertou, em 13 de maio, o líder do Governo de Macau, Sam Hou Fai.
O consumo médio de cada visitante em Macau, excluindo nos casinos, caiu 12,8% na primeira metade, em comparação com o mesmo período de 2024.
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