INTERNACIONAL

Miguel Sousa Tavares sobre lei laboral: "Governo avançou à maluca"


Miguel Sousa Tavares comentou, na noite de quinta-feira, na CNN Portugal, as mudanças à lei labora e a greve geral, marcada para 11 de dezembro.

Para o comentador, a questão surgiu porque o Governo avançou sozinho com um pacote laboral, sem negociações prévias com sindicatos e patrões.
“Eu percebo a intenção do Governo em mudar uma  estrutura de direito laboral que foi pensada para uma economia que cada vez existe menos. O que eu não percebo é que o Governo resolva apresentar uma proposta sem discussão prévia  com os sindicatos e com os patrões, com os parceiros sociais – se há matéria de concertação social e de discussão em sede de concertação social, é esta”, atirou.
Para Sousa Tavares “o Governo avançou à maluca com uma proposta que obviamente já tinha preparado”, por isso não pode ficar “muito espantado” quando os sindicatos “dizem ‘assim não brincamos, assim vamos para uma greve geral'”.
Cartazes de André Ventura são “crime ético, político, assalto à verdade”
Já sobre os polémicos cartazes do líder do Chega, no âmbito da candidatura à Presidência da República, Miguel Sousa Tavares não tem dúvidas de que são “um crime ético, político, um assalto à verdade”.
“O André Ventura não deve saber nada do que se passa no país para dizer que os imigrantes vivem de subsídios. Ele não vê os ‘tipos’ da Uber, de manhã à noite, na cidade, para trás para a frente, a levar comida para a casa das pessoas – e os da Glovo e tudo isso”, atirou o também escritor.
E relacionando este tema com a reforma da lei laboral, Miguel Sousa Tavares acusa André Ventura de ser enganador, por dizer que Chega tem sido um dos que têm mais contribuído para a reforma laboral.
“Querendo que os imigrantes se vão embora porque, diz ele, se eles se forem embora os outros passam a ganhar melhor […]. Isto é falso de três maneiras: uma, o trabalho que os imigrantes fazem os portugueses não querem fazer; segundo, estamos a viver uma situação de quase pleno emprego – portanto, não há ninguém que esteja fora do mercado de trabalho por culpa dos imigrantes e a ganhar menos; terceiro, os salários no ano passado em Portugal subiram em média 7,5%”, afirmou o comentador.
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