Bolsas europeias estáveis animadas com possível descida das taxas nos EUA
Cerca das 09:25 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a avançar 0,05% para 563,17 pontos.
As bolsas de Londres, Paris e Madrid avançavam 0,09%, 0,04% e 0,01%, enquanto as de Frankfurt e Milão se desvalorizavam 0,03% e 0,23%.
A bolsa de Lisboa negociava estabilizada, com o principal índice, PSI, a manter-se em 8.052,04 pontos, contra um novo máximo desde janeiro de 2010, de 8.484,01 pontos, em 05 de novembro.
Na Ásia, a bolsa de Tóquio fechou hoje mista, com um avanço do Nikkei de 0,07%, o índice de referência da bolsa de Xangai ganhou 0,87, o da de Shenzhen registou uma subida de 1,53% e o Hang Seng, da bolsa de Hong Kong, subia 0,35% pouco antes do final da sessão.
Na agenda macroeconómica europeia, destaca-se hoje a publicação do PIB definitivo da Alemanha do terceiro trimestre.
Se os dados preliminares se confirmarem, a economia alemã teria permanecido estável (0,0%) em relação ao trimestre anterior, demonstrando, mais uma vez, a incapacidade de crescer no cenário macroeconómico e geopolítico atual.
Wall Street fechou na segunda-feira em alta, com o Nasdaq a subir 2,69%, o maior acréscimo desde 12 de maio, impulsionado pela empresa de tecnologia Alphabet e pelas expectativas geradas pelo seu novo modelo de Inteligência Artificial (IA) Gemini 3, com o qual busca superar a OpenAI.
O Nasdaq, índice de cotadas de alta tecnologia, fechou a subir 2,69% para 22.872,01 pontos, contra o novo máximo de sempre, de 23.958,47 pontos, verificado em 29 de outubro.
O Dow Jones terminou a subir 0,44% para 46.448,27 pontos, contra o novo máximo desde que foi criado em 1896, 48.254,82 pontos verificado em 12 de novembro.
Nos EUA, hoje espera-se que sejam divulgados os números das vendas a retalho de setembro, bem como o índice de preços no produtor (IPP) do mesmo mês, dados cuja divulgação foi adiada devido ao ‘shutdown’ do Governo federal no início de outubro.
Além disso, na quarta-feira, serão divulgados os números de pedidos de bens duráveis, também de setembro, enquanto a Fed divulgará o seu último “Livro Bege” do ano, relatório que servirá para ter uma ideia de como a economia norte-americana enfrenta o ‘shutdown’.
Da mesma forma, os mercados continuarão atentos esta semana às empresas de tecnologia, um setor que na semana passada concentrou a atenção do mercado com os resultados da Nvidia.
Na Europa, na sexta-feira serão publicadas nas quatro principais economias da zona euro – Alemanha, França, Itália e Espanha – as leituras preliminares da inflação de novembro.
As bolsas não contarão esta semana com a referência de Wall Street na quinta-feira, que permanecerá fechada pelo feriado de Ação de Graças, enquanto na sexta-feira a Bolsa de Nova York operará apenas meia sessão.
O Brent, o petróleo bruto de referência na Europa, para entrega em janeiro de 2026, está a recuar para 63,05 dólares, contra 63,37 dólares na sessão anterior,
O preço do ouro, historicamente considerado um ativo de refúgio em tempos de incerteza, estava hoje em alta, com a onça a ser negociada a 4.136,49 dólares, contra 4.093,13 dólares na segunda-feira e o atual máximo de sempre, de 4.347,86 dólares, verificado em 20 de outubro.
No mercado de dívida, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha avançavam para 2,696%, contra 2,691% na segunda-feira.
O euro subia para 1,1526 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1516 dólares na segunda-feira e o novo máximo de quatro anos, de 1,1865 dólares, verificado em 16 de setembro.
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