ECONOMIA

RECOMENDA PR: MozCommunity deve colocar comunidades no centro do desenvolvimento

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O Presidente da República (PR), Daniel Chapo, defendeu hoje, em Pemba, província de Cabo Delgado, que o Programa MozCommunity deve colocar as comunidades no centro do desenvolvimento, aproximando o Estado das populações e assegurando que os recursos disponibilizados sejam transformados em oportunidades económicas, emprego e melhores serviços públicos.

O Chefe do Estado falava por ocasião do lançamento da iniciativa, financiada pelo Banco Mundial em 250 milhões de dólares norteamericanos e destinada às províncias de Cabo Delgado, Nampula e Niassa, todas da região norte do país.

O Presidente Chapo considerou que a implementação do programa constitui uma oportunidade para reforçar a governação de proximidade e a participação das comunidades na definição das prioridades de desenvovimento, particularmente ao nível dos distritos.

O Chefe do Estado exigiu, entretanto, maior responsabilidade dos dirigentes locais na execução das acções previstas, advertindo para a necessidade de evitar atrasos, desperdício de recursos e obras de má qualidade.

Segundo o Presidente da República, 100 milhões de dólares do financiamento serão aplicados nos primeiros dois anos e os restantes cerca de 150 milhões nos seis anos seguintes.

Os recursos serão destinados a três áreas principais: reforço da colaboração entre o Estado e as comunidades, promoção de oportunidades económicas e emprego, sobretudo para jovens e mulheres, e construção e reabilitação de infra-estruturas resilientes às mudanças climáticas.

Entre as intervenções previstas estão transferências monetárias para famíias vulneráveis, formação profissional de jovens, financiamento de iniciativas económicas lideradas por muheres e jovens, bem como apoio psicossocial e prevenção da violência baseada no gênero.

O programa prevê igualmente investimentos em escolas, centros de saúde, sistemas de abastecimento de água, mercados, edifícios administrativos e vias de acesso.

O MozCommunityserá desenvolvido pela Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN), abrangendo os 56 distritos das tres província e surge num contexto em que o Governo procura reforçar a estabilidade e a resiliência das comunidades do Norte, particularmente afectadas pelo terrorismo e pela ocorrência de desastres naturais.

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