ESTRADA DONDO-MATONDO: Obras previstas para final do ano
3
TEXTO DE LEONEL VILANCULO
O Governo prevê iniciar, até ao fim deste ano, obras na estrada Dondo-Matondo, na província de Sofala, no âmbito do Programa Mais Estradas, uma iniciativa integrada num plano de intervenção de cinco anos para melhorar a rede rodoviária nacional.
A garantia foi dada recentemente no distrito de Chibabava pelo ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, que explicou que o Executivo pretende concluir, até Setembro, os processos de adjudicação das novas obras.
Depois dos procedimentos administrativos, a expectativa é de que os empreiteiros sejam seleccionados e mobilizados ainda antes do fim do ano. A estrada Dondo-Matondo é considerada estratégica para Sofala e para a região Centro, por assegurar a circulação de pessoas e bens e contribuir para a dinamização das actividades económicas locais e não só.
Segundo Matlombe, o financiamento das obras está a ser assegurado no âmbito do programa de cinco anos, estando os empreiteiros informados sobre o modelo de pagamento previsto. “É um compromisso do Governo desenvolver a província de Sofala. Sabemos a importância estratégica que esta estrada representa, não só ao nível da província, mas também da região”, afirmou.
O governante acrescentou que a estratégia pretende evitar a paralisação das obras e assegurar que os projectos sejam executados e concluídos dentro do actual mandato. Paralelamente, o Governo pretende adoptar soluções mais duradouras para a recuperação da Estrada Nacional Número Um (EN1), de modo a evitar intervenções paliativas nos mesmos pontos afectados pelas chuvas.
Esta posição foi defendida por Matlombe durante uma visita de monitorização às obras de emergência em curso na N1, depois de percorrer mais de 1200 quilómetros por via terrestre, entre Maputo e a cidade da Beira.
O ministro dos transportes e logística disse ainda que na província de Sofala estão a ser intervencionados cerca de 12 quilómetros da principal via rodoviária nacional.
A intervenção está orçada em cerca de 160 milhões de meticais, e visa, numa primeira fase, garantir a transitabilidade da estrada. Acrescentou que o Governo, em coordenação com a Administração Nacional de Estradas (ANE), está igualmente a trabalhar na avaliação dos pontos críticos, com vista à identificação de soluções estruturantes e de maior durabilidade. Para as obras de emergência na EN1, neste ano, foram mobilizados cerca de 33 milhões de dólares, abrangendo troços das regiões Sul e Centro.
O Executivo avalia também a possibilidade de concessionar alguns troços da EN1 na região Centro, permitindo a participação do sector privado na recuperação e manutenção da estrada. Entretanto, de acordo Matlombe, para alguns segmentos que não apresentam tráfego suficiente para justificar uma concessão comercial está em avaliação a possibilidade de o Estado subsidiar determinadas operações.
Sobre as dívidas aos empreiteiros, o dirigente garantiu que o Governo continua a pagar compromissos herdados, sendo que uma parte significativa da dívida já foi liquidada e está previsto um novo desembolso entre Setembro e Novembro, com a meta de atingir cerca de 50 por cento da dívida total encontrada.




