POLÍTICA

O canivete suíço do Presidente Chapo

TEXTO DE ALMIRO SANTOS

Em apenas três dias de visita à Suíça, o Presidente da República, Daniel Chapo, removeu barreiras, destrancou portas e, mais importante, demoveu ideias e plantou outras. Não foi um passeio ao cantão helvético para assistir ao princípio do Inverno nos Alpes, mas uma “intensa jornada diplomática e económica”, como disse no final, quando anunciou os envelopes da OMS para Moçambique, a agência da ONU é que mais cedeu ao canivete suíço do Presidente moçambicano.

Teodros Adhanom Guebreyesus, o seu director-geral, foi particularmente generoso. O etíope tem uma afeição muito especial por Moçambique. Semanas antes, participou, remotamente, numa conferência internacional, realizada em Maputo, sobre a produção local de medicamentos e produtos farmacêuticos e deixou palavras de encorajamento.

A OMS é o tal “patinho feio” de Donald Trump. Nos dois mandatos intervalados do Presidente norte-americano, os EUA abandonaram a organização e deixaram a agência à míngua, ameaçando a saúde pública mundial e obrigando Teodros Adhanom Guebreyesus a cortes substanciais na agência das Nações Unidas que tutela a Saúde.

Por exemplo, o gabinete de imprensa foi reduzido drasticamente, como nos confirmou em Genebra Margaret Harris, uma oficial de ligação com jornalistas, de 60 para 20 funcionários, facto que fragiliza a comunicação de várias nomenclaturas da organização, desde a sede, os conselhos consultivo,científico e de investigação, até aos escritórios regionais, entre os quais o de Maputo. Leia mais…

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