SOCIEDADE

NATÁLIA SCHMAUCH, ESPECIALISTA EM CUIDADOS PALIATIVOS: Comunicação centrada na doença é desumana

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Em saúde, a comunicação é tida como uma verdadeira aliada. É um instrumento terapêutico, “curativo”, explica, em entrevista ao jornal domingo, Natália Ubisse Schmauch, psicóloga clínica e especialista em cuidados paliativos, que há precisamente 51 anos dedica a sua vida a cuidar do outro.

Declaradamente apaixonada pela sua profissão, criou um protocolo (de bolso) com uma série de recomendações direccionadas ao pessoal da saúde, sobre como comunicar más notícias com delicadeza, humanismo e responsabilidade.

smo e responsabilidade. É através desse instrumento que reforça que são necessárias estratégias nessa comunicação e a partilha de um código comum. De contrário, “apenas há informação e não comunicação”, aponta.

Observa, ainda, que na formação dos médicos dá-se primazia à parte clínica em prejuízo do cuidado. Pouco se reconhece que “cuidar já envolve a comunicação harmonizada, empática, onde há um feedback do conteúdo que está a ser tratado, de modo que o doente participe no tratamento e no que vai ser o plano terapêutico”. A preocupação desta especialista em cuidados paliativos é mais do que legítima, afinal: “o paciente deve ser tratado como uma pessoa e não como um instrumento. Digo isto porque, muitas vezes, deparámo-nos com comunicação que está centrada na doença. Esta é uma comunicação insensível, desumana…”.

Doutora, o que significa uma comunicação centrada na doença?

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