Doenças que chegam cedo demais
74
TEXTO DE GENÉZIA GERMANO
As crianças são o reflexo mais puro da vida, as ditas “flores que nunca murcham”. Carregam sorrisos e sonhos de inocência. Contudo, nem sempre a infância se veste de alegria e fantasias. Há dores que chegam cedo demais, instalando-se em seus corpos frágeis, roubando-lhes a liberdade de brincar e ferindo o coração de quem acompanha a sua luta.
As doenças crónicas, caracterizadas pela sua longa duração, progressão lenta e ausência de cura definitiva, exigem tratamento contínuo e acompanhamento permanente, tornando a rotina de algumas crianças um desafio diário.
domingo traz histórias de menores que vivem marcadas pela asma, pela diabetes tipo 1 e pela insuficiência renal, mas também iluminadas por uma coragem rara.
Alberto Moyane, de 13 anos, convive desde cedo com asma, uma doença crónica que limita o seu corpo e transforma a infância em uma rotina de precauções e cuidados constantes. Segundo a mãe, Cecília Tembe, os primeiros sinais surgiram quando o menino tinha apenas cinco anos, mas o diagnóstico definitivo só aconteceu em 2020, após uma grave crise que o levou ao hospital.
ital. “Ele foi internado duas vezes. Sempre tem crises, muitas das vezes na escola e isso é difícil para mim, porque é complicado”, relata.
A vida de Alberto exige atenção contínua. A mãe diz que já tentou recorrer a medicamentos tradicionais, mas os efeitos eram temporários e a doença voltava com maior intensidade. Leia mais…












