SOCIEDADE

Cerveja pode ajudar na gestão da água

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A introdução de uma taxa destinada ao desenvolvimento dos sistemas de gestão de recursos hídricos, com base no preço de cada cerveja vendida, está a ser apontada como uma forte possibilidade de financiar as acções tendentes a criar resiliência ao impacto causado pelas quantidades de precipitação. Este é um dos reptos saídos do simpósio promovido, na sexta- -feira, por ocasião da “Semana da Água”, efeméride que hoje se assinala em todo o mundo.

O Governo considera a medida como um mecanismo para financiar a viabilização de sistemas integrados na gestão do mais precioso dos recursos naturais. Subordinado ao lema “Promover a Equidade de Género para Garantir Água e Saneamento para Todos”, o evento que se realiza pós-cheias de 2026, reuniu decisores, especialistas, académicos, meteorologistas, parceiros de cooperação e profissionais do sector de gestão de recursos hídricos.

Em relação à cobrança de taxa de financiamento, contando com a forte participação directa dos cidadãos, surge como curiosidade o facto de os valores arrecadados poderem vir a ser retirados no preço de cada cerveja que é consumida.

Em cada cerveja seria taxada, pelo menos, a quantia de um Metical, conforme avança o director nacional de Gestão de Recursos Hídricos, Agostinho Vilanculos, através desta forma de financiamento, os moçambicanos poderão estar a construir a sua própria resiliência. A participação dos cidadãos, entretanto, não se iria restringir ao consumo da cerveja, com efeito, comportaria todos os produtos que contém derivado de água, conforme esclarece Vilanculo.

O financiamento da resiliência surge numa altura em que o Executivo declara estar a enfrentar limitações de recursos para assegurar a manutenção dos sistemas de gestão dos recursos hídricos. A maior fatia das necessidades, estimada em cerca de 70 por cento, tem vindo a ser suportada pelos parceiros de cooperação, tendência que o Governo pretende ver alterada, através da captação de recursos internos.

Ainda de acordo com Vilanculos, para levar a cabo a construção e manutenção de sistemas de gestão hídrica, o valor estimado é de 11 mil milhões de Dólares. Esclarece que o montante em alusão seria destinado à construção de diques de protecção, de pequenas barragens, abertura de canais para a circulação da água, assim como proceder à reabilitação de infra-estruturas hidráulicas que apresentam relativo desgaste.

SISTEMA BLOQUEADO

Os caminhos naturais da água, inscritos na prioridade número 6, dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), afinal, estão obstruídos por conta da pressão exercida sobre a terra. Segundo refere Vilanculos, sobretudo nas zonas urbanas e periurbanas é que a imagem se apresenta alarmante. Leia mais…

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