Moçambique iniciou produção de gás de cozinha e vai inaugurar 1.ª fábrica
“Este primeiro carregamento de gás de cozinha representa a concretização de mais um passo na monetização do gás natural dentro do país, o que permitirá criar maior valor para o mercado nacional”, disse o diretor-geral da Sasol em Moçambique, Ovídio Rodolfo, citado numa nota da empresa.
O gás será processado na nova Fábrica de Processamento Integrado, resultante do Acordo de Partilha de Produção (PSA) do projeto localizado no distrito de Inhassoro, província de Inhambane, e destina-se ao abastecimento do mercado doméstico.
“Este feito constitui um marco histórico que evidencia o papel da Sasol como operador pioneiro na indústria moçambicana de petróleo e gás, reforçando a sua contribuição para o desenvolvimento do país”, refere a petrolífera.
A empresa explica que o êxito da operação de carregamento do primeiro lote de GPL constitui um marco importante no processo de comissionamento da nova infraestrutura, cujos preparativos para a sua inauguração oficial se encontram numa fase avançada.
O projeto da petrolífera sul-africana Sasol, de mil milhões de dólares (866 milhões de euros) destina-se à produção de gás de cozinha em Moçambique, tendo em conta que já explora no país a produção de gás em Temane (Inhassoro) e Pande (Govuro), em Inhambane.
Moçambique prevê inaugurar ainda este mês esta unidade de processamento e produção de gás doméstico, a primeira do país, no distrito de Inhassoro, província de Inhambane.
“Esta unidade permitirá a produção integrada de gás natural, GPL, vulgarmente conhecido por gás de cozinha, e petróleo leve, ampliando a capacidade nacional de refinação”, afirmou em setembro o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estevão Pale.
A nova unidade vai permitir ao país reduzir a dependência de importações deste produto, aumentar a disponibilidade de combustíveis no mercado interno e gerar novas oportunidades de negócio e emprego no setor energético, segundo o Governo.
O ministro indicou que o executivo pretende também avançar com abertura de espaço para permitir a participação do setor privado neste projeto de gás e noutros relativos às áreas de combustíveis e eletricidade, “mas garantindo, em simultâneo, melhor regulação e fiscalização pelo Estado”.
A primeira pedra do empreendimento foi lançada em 27 de março de 2022.
“Tem sido um projeto maravilhoso”, afirmou em maio o presidente e diretor executivo da Sasol, Simon Baloy.
“Este projeto vai permitir não só que o gás entre na produção de energia, como vamos enviar esse gás para a segunda maior central elétrica de Moçambique, a CTT [Central Térmica de Temane] que também está perto da conclusão e que também produzirá GPL [botijas de gás de cozinha] que será utilizado e reduzirá a quantidade de gás que é importado por Moçambique”, acrescentou Baloy.
O projeto de PSA preconiza, respetivamente, a produção de 53 milhões de megajoules de gás natural por ano, que irá materializar a implementação da Central Térmica de Temane e a produção de quatro mil barris de petróleo leve por dia, segundo dados do Governo moçambicano.
A CTT terá capacidade para produzir 450 megawatts de energia elétrica e a unidade de processamento 30 mil toneladas anuais de GPL.
O Governo moçambicano, que estimou anteriormente o início da produção naquela unidade em março, prevê que o país vai reduzir em 70% as importações de gás de botija, com o arranque da operação na unidade de Inhassoro.
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