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Eleições no Malawi e lições sobre volatilidade

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Após uma sondagem recente divulgada pela imprensa do Malawi colocar o Presidente Lazarus Chakwera com 31 por cento de apoio, “um número que sublinha o declínio constante da sua posição política desde 2020”, fica evidente que a oposição descrita como “revitalizada” desafia a candidatura do actual presidente daquele país africano.

“A queda é uma indicação clara de que os malawianos estão a reavaliar a sua liderança e a questionar a sua capacidade de cumprir as promessas feitas durante o último ciclo eleitoral”, consideram analistas internacionais, ressaltando que Chakwera chegou ao poder nas novas eleições presidenciais de 2020, garantindo 58,6 por cento dos votos através da Tonse Alliance, uma ampla coligação que uniu as vozes da oposição, um momento considerado “histórico”, por marcar a primeira vez na história democrática do Malawi que um presidente em exercício foi destituído através das urnas.

Não obstante o facto de o povo malawiano ter se enchido de esperança, no que diz respeito às mudanças ao nível socioeconómico, quando se aproxima o fim do referido mandato, a desilusão parece tomar conta dos cidadãos, ao apontarem para “compromissos não cumpridos, como a criação de emprego, fertilizantes acessíveis e melhoria dos serviços públicos”.

Esse seria um indicativo de que “as pessoas comuns estão a ir além da retórica da campanha”, julgando os líderes pelos resultados e não pelas palavras, ao mesmo tempo que questionam até que ponto Chakwera consegue, por estas alturas, reunir apoio suficiente para defender a sua presidência Leia mais…

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