Democracia tem que produzir dividendos concretos
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O Director Executivo do Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD), Hermenegildo Mulhovo, diz que a democracia eleitoral só será sustentável se produzir dividendos concretos na vida das pessoas. Para o efeito, aponta para a necessidade de se olhar para o eleitor actual e trazer-lhe uma democracia que responda aos desafios do desenvolvimento.
“Ao longo das últimas eleições, vimos crescer a ansiedade e a impaciência dos cidadãos. O eleitor não pede apenas urnas. Os jovens, que representam mais de 65% da população, querem empregos e oportunidades”, referiu.
Reiterou que as mulheres exigem igualdade de participação e protecção contra práticas discriminatórias. As crianças e pessoas com deficiência clamam por inclusão e justiça social.
Mulhovo também apontou para a necessidade de reflectir-se sobre como os órgãos eleitorais, em vez de consolidarem confiança, enfrentam um défice de credibilidade a cada ciclo.
Alertou que estes episódios, embora diferentes em forma, continuam a fragilizar o sistema eleitoral e a projectar para o mundo uma imagem de instabilidade.
Contudo, indicou que o acordo do Compromisso para o Diálogo Político Inclusivo, assinado a 5 de Março último, trouxe esperança de que, finalmente, se possa resolver os problemas estruturais que ensombram as eleições moçambicanas desde a realização das primeiras eleições em 1994.











