Trump diz que plano de paz "não é, nem de longe" oferta final à Ucrânia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou este sábado que o seu atual plano de paz para terminar com a guerra na Ucrânia não é a sua “oferta final” para o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Em declarações aos jornalistas na Casa Branca, o presidente norte-americano foi questionado se o plano de 28 pontos era a “oferta final”. E respondeu: “Não, nem de longe”.
“Gostaríamos de alcançar a paz, isto já deveria ter acontecido há muito tempo. A guerra da Ucrânia com a Rússia nunca deveria ter acontecido. Se eu fosse presidente, nunca teria acontecido. Estamos a tentar pôr um fim a isto. De uma forma ou de outra, temos de pôr um fim a isto”, acrescentou, citado pela imprensa internacional.
BREAKING: TRUMP BACKS AWAY FROM HIS OWN “PEACE PLAN”?A reporter pressed him: “Is this your final offer to Ukraine?”Trump shot back: “No. Not at all.” pic.twitter.com/L597LR18j2
— NEXTA (@nexta_tv) November 22, 2025
Sublinhe-se que os Estados Unidos elaboraram, esta semana, um plano para pôr fim à guerra na Ucrânia, sem, contudo, consultar Kyiv ou a União Europeia (UE).
O plano de paz elaborado por Washington corresponde às principais exigências russas, propondo que Kyiv limite o seu exército a um máximo de 600.000 soldados após a guerra, descarte a adesão à NATO e se retire do território que ainda controla no leste do país, na região de Donbass, que se tornaria uma zona desmilitarizada após o conflito e seria reconhecida de facto como russa.
Donald Trump apresentou um plano para acabar com a guerra na Ucrânia, que Zelensky já disse que não irá aceitar, pelo menos na sua totalidade. Ponto por ponto, o que estabelece o acordo de paz?
Márcia Guímaro Rodrigues | 18:53 – 21/11/2025
Zelensky já defendeu que se recusa a trair a nação e anunciou que vai propor alternativas ao plano, reconhecendo que este “é um dos momentos mais difíceis e de maior pressão” da história da Ucrânia, que se confronta com “escolhas muito difíceis” face à proposta de 28 pontos.
“Ou perde a sua dignidade ou corre o risco de perder um aliado fundamental” declarou, referindo-se aos Estados Unidos. “Ou 28 pontos difíceis ou um inverno extremamente complicado”, acrescentou.
Posteriormente, o Trump fez um ultimando a Zelensky para que aceite o plano de paz da Casa Branca para o conflito na Ucrânia até quinta-feira, Dia de Ação de Graças.
“Se tudo correr bem, os prazos podem ser alargados. Mas quinta-feira é o dia que consideramos apropriado”, afirmou o líder norte-americano em entrevista à Fox Radio.
Vários líderes mundiais, incluindo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assinaram um comunicado afirmando que o plano de Trump é um rascunho sobre o qual trabalhar e no qual defendem que as fronteiras não podem ser alteradas pela força.
Os subscritores do comunicado alertam que a limitação do tamanho do exército ucraniano deixaria o país vulnerável a futuros ataques.
Também assinaram esse documento líderes como o presidente da França, Emmanuel Macron, o presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, e os primeiros-ministros do Canadá, Mark Carney, da Itália, Giorgia Meloni, do Japão, Sanae Takaichi, e do Reino Unido, Keir Starmer.
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