Tiroteio em estação de comboios em Paris após homem com faca fugir
Um homem de 44 anos, suspeito de violência doméstica, foi baleado, esta sexta-feira, pela polícia francesa na estação de comboios de Monparnasse, em Paris, França.
Conta o Le Parisien, citando fontes, que o homem estava a ser investigado por violência doméstica, uma vez que teria ameaçado matar a ex-mulher e os filhos em casa.
Quando chegou à estação de comboios, deparou-se com um bloqueio policial e, quando viu os polícias, começou a correr, sacou de uma faca e agitou-a para que os agentes a vissem.
O suspeito continuou a correr, enquanto as autoridades o tentavam apanhar.
“Uma equipa de polícias gritava para ele parar, mas ele não queria e continuou a fugir. Acabaram por usar gás lacrimogéneo. Nesse momento, ele colocou uma máscara cirúrgica para evitar o gás”, contou uma testemunha que presenciou o sucedido.
Já uma outra pessoa que estava no local adiantou ao meio francês que os agentes da polícia “apontaram as armas” ao fugitivo e mandaram-no parar, mas sem sucesso, tendo as autoridades decidido disparar, numa altura em que a estação de comboios se “encontrava cheia”.
Algumas das pessoas que aguardavam os comboios assustaram-se e “começaram a fugir com medo”, relatou uma outra testemunha.
Um dos tiros acabou por atingir o suspeito numa das pernas, que depois foi assistido pelos meios de emergência médica e transportado para o hospital. Houve ainda registo de uma outra vítima, uma pessoa de 52 anos, que foi atingida num pé, de acordo com a Procuradoria de Paris.
“Toda a gente começou a correr e eu segui a multidão. Com as homenagens de ontem, é impossível não pensar no Bataclan. Ainda existe uma sensação de inquietação”, afirmou uma jovem ao Le Parisien. Outras testemunhas relataram ter pensado que era “um ataque terrorista”.
🇫🇷 𝗔𝗟𝗘𝗥𝗧𝗘 𝗜𝗡𝗙𝗢 — Un individu ARMÉ D’UN COUTEAU a été NEUTRALISÉ par balle par les forces de l’ordre à la gare Montparnasse, à Paris.Selon les premiers éléments, l’homme menaçait des voyageurs et a REFUSÉ D’OBTEMPÉRER face aux policiers, qui ont alors OUVERT LE FEU… pic.twitter.com/tTobccEfEx
— Bastion (@BastionMediaFR) November 14, 2025
Atentados terroristas em Paris aconteceram há 10 anos
Há exatamente dez anos a Europa viu acontecer o atentado terrorista mais mortal em toda a sua história: um grupo organizado, fiel ao Daesh (autodenominado Estado Islâmico) atacou três pontos da cidade de Paris, em França, fazendo 130 mortos e mais de 300 feridos.
A 13 de novembro de 2015, já durante a noite, por volta das 21h20, o ataque começou. O primeiro alvo foi o Stade de France onde França e Alemanha jogavam uma partida amigável de futebol. No interior do estádio, milhares de pessoas assistiam ao jogo, incluindo o, na altura, presidente francês François Hollande.
O ataque no recinto acabou por não tomar proporções mais graves graças ao trabalho dos seguranças do estádio que barraram o acesso a três homens. 53 minutos depois de ter soado o apito de início da partida, os terroristas fazem-se explodir e é feita a primeira vítima da noite.
Na mesma altura, um outro grupo espalha-se pelas ruas de Paris, munido com armas de fogo, e começa a disparar indiscriminadamente contra pessoas sentadas em esplanadas, cafés e restaurantes. Um outro terrorista faz-se também explodir nesta zona.
Não muito longe, e já por volta das 21h40, o terceiro (e último) grupo de terroristas desfere o seu ataque mais mortífero, na sala de espetáculos Bataclan, onde a banda de rock norte-americano Eagles of Death Metal atuava. Armados com kalashnikovs (uma espingarda automática russa, ainda utilizada por alguns grupos de crime organizado ou de terroristas), o grupo abre fogo no meio da sala, de forma indiscriminada.
Só no Bataclan morreram 90 pessoas.
Há dez anos, Paris foi palco do atentado terrorista mais mortal da história da Europa, com 130 mortos e mais de 300 feridos. O atentado obrigou líderes e organizações europeias a repensarem a forma como a segurança é garantida. Mas, afinal, o que mudou?
Carolina Pereira Soares | 10:02 – 13/11/2025
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