Sector privado defende digitalização e simplificação dos procedimentos no comércio externo
O presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA) de Moçambique, Onório Manuel, afirma que os custos e tempo de comércio externo continuam elevados, penalizando a competitividade empresarial apesar dos avanços já alcançados.
A informação foi avançada na última sexta-feira (05) durante a 2ª Sessão Ordinária de 2025 do Comité Nacional de Facilitação do Comércio (CNFC), órgão criado pelo Governo de Moçambique para assegurar o cumprimento das obrigações do país relativamente ao Acordo de Facilitação do Comércio da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Na ocasião, Onório Manuel reiterou a disponibilidade da CTA em apoiar com dados, monitoria e provas de impacto económico, apelando ainda “maior previsibilidade, redução de encargos, simplificação efectiva e aceleração da implementação das reformas já aprovadas”.
Na mesma sessão, dirigida pelo ministro da Economia, Basílio Muhate, a fonte destacou também a importância da digitalização para evitar o contacto pessoal e melhorar a eficiência logística e a modernização dos corredores de transporte, bem como a necessidade de mudança de comportamento dos funcionários para implementar correctamente as reformas e melhorar o ambiente de negócios.
Por sua vez, o ministro da Economia, Basílio Muhate, abordou matérias como o ponto de situação da Matriz das Provisões do Acordo de Facilitação do Comércio, o Regulamento do CNFC, o Fluxograma da estratégia de funcionamento do Balcão de apoio ao importador, o problemas de congestionamentos na Fronteira de Ressano Garcia e Machipanda e apresentação da matriz com propostas de soluções de curto, médio e longo prazo, o Posto de Fronteira de Paragem Única com o Maláui e a Zâmbia, o processo de Digitalização do Certificado SPS e sua integração na JUE e a proposta do Calendário Temático de 2026 e Calendário das Sessões da Comissão Técnica e Directiva de 2026.
(Foto DR)












