Pepê lamenta 'guerra' com Vítor Bruno: "Não devia ter agido como agi"
Pepê concedeu, esta segunda-feira, uma extensa entrevista à estação televisiva brasileira ESPN, na qual ‘abriu o livro’ a propósito do ‘bate-boca’ protagonizado com Vítor Bruno, antigo treinador do FC Porto, depois de este o ter deixado de fora da lista de convocados, na derrota sofrida em Barcelos, perante o Gil Vicente, por 3-1, no passado dia 19 de janeiro.
Na altura, o técnico dos dragões explicou que o internacional canarinho não estava presente “por vontade” própria, acusando-o mesmo de se “autoexcluir de participar em jogos”, ao que o próprio respondeu, com um comunicado partilhado através das redes sociais: “Diz o cara que me exclui do treino por fazer golo na mini-baliza com força, que me mandou treinar a semana toda sozinho à volta do campo”.
Agora, o jogador de 28 anos de idade assume que a reação foi exagerada: “Foi mesmo o meu pior momento, no FC Porto. As coisas aconteceram de uma forma que eu não imaginava, então, acabei por agir muito pela emoção. Sinto muito por tudo aquilo, não deveria ter agido como agi. Arrependo-me muito do que fiz. Agora, isso é passado. É olhar para a frente, porque acho que isso nunca mais volta a acontecer”.
“Muitas coisas aconteceram na temporada passada, coisas que acabaram por influenciar para que não pudesse ter um bom ano. Procurei limpar a minha cabeça para voltar a ser o Pepê de sempre, alegre, espontâneo, brincalhão e que ama jogar futebol. Acho que isso tudo foi fundamental para que pudesse retomar e fazer aquilo que tanto amo, que é jogar futebol com muita alegria”, começou por afirmar.
“Eu estava um pouco mais fechado, na temporada passada, não sei explicar ao certo os motivos, mas sentia que as coisas não estavam a correr muito bem para mim. Não fiz uma boa pré-temporada, os primeiros jogos também não me ajudaram. Isso tudo, então, afetou a minha cabeça. Fiquei mais fechado, passei a não ser eu mesmo. No geral, estou sempre bem disposto e pronto a ajudar. Como as coisas não estavam a acontecer da maneira que eu queria, acabei por fechar-me. Isso, claro, prejudicou-me bastante”, acrescentou.
“Regressei 100% focado para Portugal”
Pepê garantiu, no entanto, que o pior já ficou para trás, graças ao “apoio da família e dos amigos”: “Estive no Brasil, antes de começar a temporada, então, pude voltar às minhas raízes. Reencontrei o Pepê, alegre e brincalhão. Sempre fui assim, na verdade. Foi mesmo fundamental reencontrar a família e os amigos. Foi crucial. Eles sentiram logo que eu não era aquele Pepê de sempre, e isso mexeu comigo. Eles tinham razão. Regressei 100% focado para Portugal”.
“Acho que esta é a minha melhor temporada. É, seguramente, o meu melhor início de temporada. Vivi momentos incríveis no Grémio, também, mas prefiro olhar para a frente. O que ficou para trás… Ficou para trás. Sei que quero fazer a melhor temporada da minha vida. Olhar jogo a jogo, treino a treino. Evoluir sempre, todos os dias”, rematou o polivalente, que, esta época, soma dois golos e uma assistência ao cabo de cinco jogos de dragão ao peito.
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