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Neville visa "espinha" de Amorim no United: "Deveriam fazer muito melhor"


Gary Neville, ‘lenda viva’ do Manchester United, foi o convidado desta terça-feira do podcast ‘Stick to Cricket’, promovido pela estação televisiva britânica Sky Sports, onde levantou sérias preocupações relativamente ao futuro próximo do clube, fruto das opções que Ruben Amorim tem em mãos.

“Penso que a espinha dorsal da tua equipa é fundamental. Quando eu cheguei ao Manchester United, a nossa espinha dorsal era formada por [Peter] Schmeichel, [Steve] Bruce, [Gary] Pallister, [Roy] Keane e [Éric] Cantona, por isso, todos trabalhávamos em torno deles”, começou por afirmar o agora comentador desportivo, de 50 anos de idade.
“Nós tínhamos, literalmente, a possibilidade de ser amparados por esta espinha dorsal inacreditavelmente forte, que rendia, de forma fiável, todas as semanas. Eu penso que [Harry] Maguire e [Matthijs] De Ligt deveriam estar a fazer muito melhor do que aquilo que está a fazer, tendo em conta a experiências que ambos têm”, prosseguiu.
“De Ligt fez uma montanha de jogos a todo o tipo de níveis diferentes, ao mais alto nível. O Harry jogou várias vezes por Inglaterra. Depois, no meio-campo, temos Casemiro e Bruno [Fernandes], que têm uma enorme experiência, mas, lá na frente, eles não têm esse tipo de experiência”, completou.
“Bruno Fernandes, Casemiro, Maguire e De Ligt estão a envelhecer”
Na opinião do antigo internacional inglês, que brilhou, em Old Trafford, na qualidade de lateral-direito, é, precisamente, esta falta de “experiência” que tem vindo a ‘tramar’ o Manchester United, especialmente, tendo em conta a disparidade relativamente aos mais diretos Liverpool, como é o caso do Liverpool.
“Para mim, aquela espinha dorsal formada por Bruno Fernandes, Casemiro, Maguire e De Ligt está a envelhecer, mas deveria estar a fazer um trabalho muito melhor a unir toda aquela equipa do que aquele que têm feito”, sublinhou, antes de tecer rasgados elogios ao plantel às ordens do neerlandês Arne Slot.
“É por isso que eu penso que o Liverpool é tão bom, porque têm Alisson [Becker], [Virgil] Van Dijk… Têm [Alexis] Mac Allister e [Ryan] Gravenberch, no meio-campo, e, depois, obviamente, têm os avançados que têm”, concluiu.
Ruben Amorim de volta à ‘estaca zero’
O Manchester United, recorde-se, concedeu, no passado fim de semana, um (surpreendente) empate a duas bolas, perante o Nottingham Forest, no City Ground, que colocou um ponto final no ciclo de três triunfos consecutivos, conquistados sobre Sunderland (por 2-0), Liverpool (por 1-2) e Brighton (por 4-2).
Os red devils irão, agora, deslocar-se a Londres, para medir forças com o Tottenham, naquele que é um dos mais aguardados encontros da 11.ª jornada da Premier League, que está agendado para as 12h30 (hora de Portugal Continental) do próximo sábado, e no qual irão procurar retomar o caminho das vitórias.
A equipa orientada pelo treinador português Ruben Amorim mora, neste momento, na sexta posição do principal escalão do futebol inglês, com os mesmos 17 pontos de Tottenham e Chelsea, e já a oito pontos do líder isolado e eterno rival, o Arsenal.
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