Lucros do Nedbank Moçambique crescem 6,4% apesar das incertezas económicas
O Nedbank Moçambique registou lucros de 12,7 milhões de euros em 2025, um crescimento de 6,4% face ao ano anterior, apesar do aumento das imparidades e de um ambiente económico marcado por incertezas e forte pressão sobre a qualidade dos activos bancários.
Os dados constam do relatório e contas da instituição financeira, que revela uma estratégia de maior prudência na concessão de crédito, num contexto ainda condicionado pelas elevadas reservas obrigatórias impostas pelo banco central e pela desaceleração da actividade económica no País.
“O banco adoptou uma abordagem prudente e criteriosa na gestão da sua carteira de crédito em 2025”, refere a administração no documento citado pela Forbes África Lusófona, acrescentando que o agravamento do contexto económico exigiu maior rigor na selecção de operações de financiamento e na preservação da qualidade da carteira existente.
Segundo o banco, a estratégia passou por equilibrar crescimento e controlo de risco, privilegiando operações consideradas sustentáveis e com menor exposição a incumprimento.
Apesar da postura mais conservadora, a carteira bruta de crédito registou um crescimento moderado de quase 5%, encerrando 2025 nos 167,5 milhões de euros. “Esta evolução reflecte o equilíbrio entre crescimento e prudência num contexto de reservas obrigatórias elevadas e incerteza económica”, sublinha a instituição.
O relatório mostra, contudo, que o agravamento do risco económico obrigou o banco a reforçar as imparidades e provisões para cobertura de potenciais perdas.
De acordo com o documento, o Nedbank Moçambique manteve “uma abordagem rigorosa na gestão do risco de crédito”, avançando com “um aprovisionamento criterioso da carteira” para proteger a exposição aos riscos enfrentados pelos mutuários.
Como consequência, a imparidade do crédito de balanço, líquida de recuperações, subiu para 16,2 milhões de euros, representando um aumento de 6,2% face ao exercício anterior.
O banco justifica o reforço das provisões com a deterioração das condições macroeconómicas e com as dificuldades enfrentadas por vários sectores empresariais moçambicanos, num cenário de menor liquidez e maior pressão financeira.
“Este aumento reflecte a necessidade de reforçar a cobertura do risco num ambiente marcado por maior pressão sobre a qualidade dos activos”, destaca o relatório.
A instituição acrescenta que a taxa de cobertura de imparidade sobre o crédito bruto atingiu 9,7%, reforçando a capacidade do banco para absorver eventuais perdas futuras.
(Foto DR)












