José Manuel Anes reage após ataque da filha. "No hospital a recuperar"
José Manuel Anes já reagiu após o ataque de que foi vítima, na segunda-feira, em casa. O antigo presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT) foi esfaqueado às mãos da sua filha.
“Muito obrigado pelas vossas mensagens amigas. Ainda no hospital, mas a recuperar. Um grande abraco a todos”, escreveu Anes numa publicação partilhada no Facebook. O criminalista foi atacado na segunda-feira na sua residência, tendo posteriormente dado entrada no Hospital de São José em estado grave, depois de ter sido esfaqueado várias vezes. “A vítima tinha vários ferimentos e lacerações, no abdómen, mãos e pernas, aparentemente provocados por um objeto cortante. Apresentava ainda hematomas nos olhos provocados pelos dedos da suspeita”, explicou o Comando Metropolitano da Polícia de Segurança Pública de Lisboa em comunicado, no dia do ataque.
Anes, de 81 anos, foi operado e ficou, posteriormente, em estado estável, de acordo com as informações conhecidas no dia seguinte ao ataque. Atualmente, já não corre perigo de vida.
A principal suspeita do crime é a filha, Ana Rawson, que a seguir ao ataque ficou sob custódia policial, e foi, posteriormente, detida. Já na terça-feira, a suspeita, de 52 anos, foi sujeita a primeiro interrogatória judicial para aplicação das medidas de coação tidas como adequadas, ficando em prisão preventiva (e sendo levada para um hospital prisional).
Recorde-se de que José Manuel Anes, ex-presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT), foi esfaqueado em casa na segunda-feira, alegadamente pela própria filha. O homem de 81 anos já não corre perigo de vida.
Carolina Pereira Soares com Lusa | 18:00 – 22/10/2025
O ataque (e a ‘confissão’ da filha)
As autoridades explicaram, logo na segunda-feira, que “pelas 13h54, um carro patrulha da 1.ª Divisão do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP [Cometlis] foi acionado para a Rua Quirino da Fonseca em Lisboa, por haver notícia de agressões alegadamente de uma filha ao próprio pai”.
Uma testemunha do incidente informou as autoridades que tinha visto uma mulher, “alegadamente familiar da vítima”, a sair da casa, “sendo que, temendo pela integridade física” do homem, a testemunha entrou na residência.
Aponta o Cometlis que quando esta testemunha entrou na casa deparou-se “com o homem de 81 anos prostrado no solo ensanguentado”. Segundo o Cometlis, a testemunha tinha “conhecimento do histórico de violência doméstica” entre a vítima e a alegada agressora.
Note-se ainda que pela 13h25 do mesmo dia, a filha de José Manuel Anes, Ana Rawson, partilhou várias publicações na rede social Facebook a falar do pai.
“O meu paizinho hoje está ‘on fire’. Finalmente, ao fim de quatro anos, entrei na casa da Carla Pinheiro e ele, entre mordidelas, arranhões – o velho está ainda arrogante – a chamar-me p**** e a dizer que me odeia. Lá disse que tinha uma fortuna paga ao longo dos anos pela Mossad numa conta em nome da Carla Pinheiro”, escreveu.
Cerca de meia hora depois, escreveu: “Acho que deixei o meu pai José Anes sem olhos, mas devem ouvir dizer que ele morreu pacificamente. A mossad sabe limpar cenas (não se esqueçam da dentadura da parte de cima que voou). Da parte de baixo tiro fotos. O animal era tinhoso, mas disse coisas interessantes sobre Camarate.”
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