INTERNACIONAL

"Heroína". Bombeiros homenageiam cadela no último dia de vida


Os Bombeiros de São Pedro da Cova, no município de Gondomar, partilharam nas redes sociais um vídeo emocionante da despedida da cadela Maggy, de 15 anos, que integrava a equipa cinotécnica da cooperação.

A “heroína”, “símbolo de coragem e dedicação” morreu, segundo o Jornal de Notícias, na segunda-feira, 24 de novembro, devido a um cancro.
“Obrigada Meggy. A nossa fiel companheira Meggy encerrou o seu último dia junto da família dos bombeiros. Foram anos de dedicação, carinho e muitos momentos que ficarão para sempre na nossa memória.  A nossa Meggy foi uma verdadeira operacional — sempre presente nas formações, nas brincadeiras e nos dias difíceis, oferecendo o seu olhar doce e o seu coração leal. Hoje dizemos “até breve”, com gratidão por tudo o que ela representou para nós. Obrigada, Meggy, por tantos sorrisos, tanto amor e por seres parte da nossa história”, escreveram os bombeiros, ontem, 24 de novembro, na página de Facebook da instituição.
No vídeo veem-se vários bombeiros a acarinhar a cadela e, posteriormente, fardados a rigor, em formação, enquanto Meggy passa.
Nas imagens vê-se ainda que a emoção tomou conta de alguns dos elementos da cooperação de São Pedro da Cova.

Noutra publicação, os bombeiros revelam que Meggy foi “o primeiro cão de busca e salvamento a ingressar no corpo de bombeiros” de São Pedro da Cova.
A cadela foi adotada em março de 2011 pelo bombeiro Cláudio Pinto e oficialmente inscrita na cooperação em 2012, formando a partir daí uma equipa cinotécnica.
Como realçam na publicação, Meggy “rapidamente se tornou um verdadeiro símbolo de coragem e dedicação pela sua postura e forma de trabalho, não só salvou vidas como também trouxe sorrisos a todos por onde passou”.
Meggy participou em “dezenas de missões de busca e salvamento em parceria com outras entidades como Policia de Segurança Pública (PSP) e Guarda Nacional Republicana (GNR), incluindo buscas em grandes áreas, resgates no rio Douro, também em Monção, na Guarda, em Valongo, Tondela e até no Parque Nacional da Peneda-Gerês, onde ajudou a encontrar um casal de turistas”.
“A sua dedicação e talento nas missões nunca deixaram de impressionar”, notam os bombeiros.
Além de suas missões de resgate, Meggy foi uma “presença constante” em ações de sensibilização em escolas, creches, centros de dia e instituições de apoio a pessoas com deficiência. “Ela conquistou o coração de crianças e adultos, sempre com sua alegria e afeto, demonstrando o impacto que um animal de serviço pode ter na vida das pessoas”, considera a cooperação da qual fez parte durante estes anos.
“Foram muitos quilómetros percorridos, incontáveis horas de treino, alguns desafios físicos e até fraturas nos membros e ferimentos nas patas, mas Meggy nunca hesitou em dar o seu melhor. Ela não foi apenas uma voluntária, mas uma verdadeira heroína, que dedicou sua vida à missão de salvar e servir”, escrevem.
Para a corporação, “Meggy sempre será lembrada como um símbolo de amor incondicional, lealdade e bravura”.
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