Governo pondera afastar JAMPUR do Complexo Agro-industrial de Chókwè
Ausência de resultados satisfatórios na gestão do complexo Agroindustrial do Chókwè, província de Gaza pode levar o Governo a ter que afastar a empresa JAMPUR.
Trata-se de uma empresa de capitais da Arábia Saudita que há mais de dois anos gere o complexo, sem no entanto, trazer resultados satisfatórios.
A possibilidade do afastamento da Empresa JAMPUR da gestão do Complexo Agro-industrial de Chókwè foi anunciada, esta quinta-feira, pelo Ministro de Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino, que visitou o local.
A empresa JAMPUR processou apenas cinquenta toneladas de arroz na presente campanha contra os sessenta mil acordados, facto que não agrada ao ministro Roberto Albino.
Entretanto, por outro lado, o Ministro comprometeu-se a mobilizar parceiros que possam apoiar nesta empreitada que visa aumentar a capacidade em termos de maquinaria para a abertura dos canais principais, limpeza e manutenção das valas e drenagem, para permitir o acesso à água e terra para os produtores deste distrito.
A acção visa também impulsionar a produção da cultura de arroz, começando pela campanha que se avizinha.
O governante acrescentou que serão criados mecanismos de intervenção de emergência para assegurar o cumprimento da meta estabelecida, destacando a importância de tornar Chókwè num polo estratégico para a consolidação da independência económica do país.
Durante a visita de 2 dias à província de Gaza, o Ministro escalou, no primeiro dia, 18, o distrito de Chókwè onde, para além de deslocar-se aos campos de arroz semeados, visitou campos de produção de hortícolas e feijões, Complexo Agro-Industrial de Chókwè, CEPAQ, PAPA PESCA e a Estação Agrária do distrito, todos os casos carecendo de intervenções imediatas para se garantir a respectiva retoma e sustentabilidade.
Em termos concretos no que tange às prioridades de intervenções de emergência no Regadio, o Ministro indicou a necessidade de limpeza de 100 km de canal principal e valas de drenagem, pois sem este trabalho a rega não será segura, assim como realizar obras de estabilização de taludes próximo à ponte, e proteger Chókwè de possíveis inundações.
“Uma comporta danificada no canal principal condiciona o fluxo de água para a região sul do regadio. Mesmo que se limpem os canais o volume de água não será suficiente sem esta reabilitação”.
“Com estas intervenções podemos alargar a irrigação dos actuais 3 mil para 10 mil já nesta campanha. Temos produtores que estão a reduzir as áreas de cultivo por falta de segurança de rega. No passado recente perderam culturas por falta de água, isso não pode continuar”, sentenciou.
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