ECONOMIA

CASP – 2026: Chapo desafia empresariado moçambicano para criar mais postos de trabalho

O Presidente da República, Daniel Chapo, desafiou esta terça-feira (14) aos empresários moçambicanos para criarem mais postos de emprego para dinamizar a economia, cabendo ao Estado concentrar-se na regulação, fiscalização e criação de condições favoráveis ao investimento e à actividade empresarial.

O apelo foi lançado na abertura da 21.ª Conferência Anual do Sector Privado (CASP – 2026), maior evento de Diálogo Público-Privado e de negócios em Moçambique que decorre em Maputo, organização pela Confederação das Associações Económicas (CTA).

No seu discurso de abertura, Daniel Chapo afirmou que o Governo está empenhado na implementação de reformas estruturais para o reforço da confiança dos investidores e melhoria do ambiente de negócios.

Para o Chefe do Estado, um ambiente favorável aos negócios deve assentar na previsibilidade das políticas públicas, na segurança jurídica, na estabilidade macroeconómica e na simplificação dos procedimentos administrativos. A criação de empresas, o licenciamento, o pagamento de impostos, o acesso aos serviços públicos e a colocação dos produtos no mercado não podem continuar a representar custos desproporcionais para os cidadãos e para as empresas.

“O nosso objectivo é ter um Estado onde o sector privado seja o maior empregador e não o próprio Estado. Cabe ao Governo tornar a administração pública mais eficiente, simplificar procedimentos e digitalizar os serviços públicos”, referiu Chapo.

Mais adiante, o governante frisou que “a criação de emprego sustentável depende da capacidade das empresas de investir, inovar e expandir as suas actividades”, explicando que as reformas que o Governo tem vindo a desenvolver visam: “melhorar a estabilidade política, económica e social, reforçar a previsibilidade jurídica e reduzir a burocracia”, para aumentar a competitividade da economia nacional e estimular o investimento privado.

Na ocasião, o estadista moçambicano recordou que nenhuma economia se desenvolve apenas com a exploração de recursos naturais, apelando à produção e transformação local para fomentar o sector industrial, sobretudo o conteúdo local e a competitividade.

Adicionalmente, Chapo defende a separação entre as responsabilidades do sector público e os interesses privados, advertindo que não deve haver sobreposição entre as duas áreas. “Não podemos ter pessoas que estão no sector público e no sector privado ao mesmo tempo. Não pode haver um árbitro em que ao mesmo tempo é jogador.”

(Foto DR)

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