INTERNACIONAL

Arne Slot desafiado a riscar estrela do Liverpool: "O vírus espalha-se"


O Liverpool voltou, no passado sábado, a marcar passo na corrida tendo em vista a revalidação do título de campeão inglês, fruto da derrota sofrida na deslocação ao Gtech Community Stadium, perante o Brentford, por 3-2, resultado que o ‘atirou’ para a sétima posição da Premier League, a sete pontos do líder, o Arsenal.

Dango Ouattara, Kevin Schade e Igor Thiago (este último, na conversão de uma grande penalidade) marcaram, aos 5, 45 e 60 minutos, respetivamente, os golos da vitória dos bees, tendo a resposta dos reds surgido por Milos Kerkez, aos 45+5 minutos, e por Mohamed Salah, aos 89, revelando-se, ainda assim, insuficiente para evitar um novo desaire.
Gary Neville, antigo capitão do Manchester United, comentou o jogo, na estação televisiva britânica Sky Sports, e não escondeu a preocupação para com o momento dos campeões ingleses em título, apontando o dedo, com maior veemência, a Milos Kerkez, jogador adquirido ao Bournemouth, no passado mercado de transferências de verão, a troco de uma verba na ordem dos 47 milhões de euros.
“Penso que começa a haver bastantes jogos nos quais sinto que eles podiam ter vencido ou dado a volta, se tivessem aproveitado as oportunidades de que dispuseram. No início da temporada, senti que os laterais não eram os adequados, e talvez [Ibrahima] Konaté não o fosse, por vezes, mas [Virgil van Dijk] estava a segurá-lo, juntamente com Alisson [Becker], na baliza”, começou por afirmar.
“Logo aí, têm dois jogadores de classe mundial, mas o vírus está a espalhar-se. Não tem apenas a ver com a ala esquerda, mas penso que está a tornar-se numa preocupação. O lateral-esquerdo, Kerkez, marcou, mas, ao observá-lo, concluo que tem de ser retirado. Também me preocupa a ala direita”, prosseguiu.
“[Jeremie] Frimpong não é um lateral direito. Conor Bradley tem dado tudo o que tem, e eu sou um apoiante disso mesmo, porque penso que há muito talento por ali, mas é difícil, quando a tua equipa está a sofrer golos e a pressão começa a aumentar”, completou.
Liverpool como… o Manchester United?
A terminar, Gary Neville confessou que o momento do Liverpool lhe recorda de um outro que o próprio viveu, no Manchester United: “Nós passámos por períodos de loucos, onde sofríamos golos e parecia sempre que iríamos conseguir marcar, mas estávamos por todo o lado. Não era sempre, mas havia momentos. Lembro-me de este tipo de coisas acontecerem”.
“Ele [Sir Alex Ferguson] colocava John O’Shea na ala esquerda e eu ia para a ala direita, ou então ia Wes Brown. Quase ficávamos com quatro médios e afunilávamos bastante o meio-campo, para os tornar mais sólidos. Procurávamos construir uma base, lá atrás”, refletiu o agora comentador desportivo.
“Parece bastante defensivo e um regresso ao básico, mas, por vezes, tens de fazer isso mesmo, quando tudo está de loucos e caótico. É por esse motivo que o Liverpool tem de encontrar aquela base que, no final, consiga manter uma linha de quatro sólida, que previna espaços, ganhe duelos e bolas paradas, sem conceder golos fáceis e jogando mais rápido, para a frente”, rematou.
Leia Também: Arsenal aproveita derrotas de Liverpool e City. Amorim já é uma ‘certeza’

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo