Abel perentório: "Tenho tudo em dia com o Palmeiras e o Palmeiras comigo"
O Palmeiras não se deixou levar pela euforia resultante da goleada aplicada ao LDU Quito, a meio da semana, por 4-0, que valeu o apuramento para a Taça Libertadores, e, este domingo, conquistou mais uma vitória, desta feita, na visita ao Juventude, por 0-2, resultado que lhe permitiu recuperar a liderança isolada do campeonato brasileiro.
O Verdão passou, desta maneira, a somar 65 pontos, mais um do que o segundo classificado (e eterno rival), o Flamengo, que, horas antes, batera o Sport, por 3-0. Na conferência de imprensa que se seguiu ao apito final, no Estádio Alfredo Jaconi, Abel Ferreira foi questionado a propósito de uma eventual ‘dívida’ para com o clube (ou vice-versa), ao que respondeu de forma perentória.
“Ninguém deve nada a ninguém. Tenho tudo em dia com o Palmeiras, e o Palmeiras tem tudo em dia comigo. A minha missão é ser melhor todos os dias, provar a todas as pessoas que gostam e apostam em mim que mereço o lugar que ocupo”, começou por afirmar, em declarações reproduzidas pelo portal canarinho Globoesporte.
“Não venho para bater recordes, não quero ser melhor do que ninguém. Quero ser melhor do que eu mesmo. Comparo-me comigo, não me comparo com ninguém. Isso sou eu, e não vai mudar”, acrescentou, antes de recusar comparações com Telê Santana, histórico treinador do futebol do país.
“Abel Ferreira. Gosto muito dos dois, mas o meu nome é Abel Ferreira. Não me comparo com ninguém, mas é uma das pessoas de que gosto, pela forma como ele falava. O que mais me cativou no Telê Santana foram os fundamentos”, completou.
‘Tacada’ à imprensa brasileira
No entanto, o treinador português não se ficou por aqui, e aproveitou a ocasião para deixar uma ‘farpa’ à imprensa desportiva brasileira: “Se não estivesse aqui, a competir como temos feito, nos últimos anos, por títulos, uma boa parte de vocês estaria a trucidar-me, como fizeram alguns, depois do jogo com o LDU Quito. Estou contente por poder discutir títulos, como sempre fizemos e vamos continuar a fazer”.
“É jogo a jogo. Não vou alterar, agora, o discurso. Temos de perceber como é que a equipa e os jogadores estão. Depois de um jogo tão intenso, física e emocionalmente, muitos falam na fadiga periférica, mas eu falo da central, que vem da cabeça e da parte mental. O último jogo levou a um desgaste mental muito forte”, explicou, a propósito das várias ‘mexidas’ no onze inicial.
“Eu tinha dito que ia ser um jogo de muita resiliência mental e tática, para cumprir com o que tínhamos estabelecido em termos de tarefa. O foco era fundamental. Não tive dúvidas em trocar, porque sabia que estes jogadores que também têm jogado, como o Felipe [Anderson], o Bruno [Rodrigues] e o próprio [Raphael] Veiga têm-no feito de forma regular”, sublinhou.
“Disse aos que ficaram de fora que tinha a certeza de que este era o melhor onze para iniciar este jogos, tendo em conta aquilo que foi o último jogo, pelo desgaste físico e mental. Com apenas dois dias para recuperar a equipa, era impossível que estivessem a 100%. Podiam querer, mas as pernas e a cabeça não iam deixar. É a vitória de uma equipa consistente, de uma equipa de maturidade emocional”, concluiu.
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