SOCIEDADE

Moçambique partilha seus desafios no combate à droga

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MICAELA MEQUE

Dados avançados, ontem, pela directora do Gabinete Central de Prevenção e Combate a Drogas, Filomena Chitsonzo, indicam que mais de 400 cidadãos foram relacionados ao crime de tráfico de droga no país.

Chitsondzo, que falava na abertura da reunião de peritos Técnicos sobre a Elaboração do Plano de Acção da União Africana para  o Controlo de Drogas e Prevenção da Criminalidade (2026-2030) realizado em Maputo, disse que durante o primeiro semestre deste ano, órgãos competentes tramitaram vários processos-crime, que culminaram com cerca de 180 processos findos.

“Temos mais de 400 cidadãos nacionais e estrangeiros internados nos nossos estabelecimentos penitenciários, envolvidos em crimes de drogas. Com o objectivo de dar uma resposta eficaz ao tráfico de estupefacientes e ao crime organizado pela organização transnacional, Moçambique tem alinhado as suas estratégias e prioridades com a visão do Plano de Acção Continental da União Africana 2019-2025ˮ, partilhou durante o evento.

Segundo a directora, a visão geral da situação da droga em Moçambique continua a enfrentar desafios significativos enquanto país de trânsito utilizado por redes internacionais para o tráfico destas substancias ilícitas, sobretudo da “cannabis sativa”, da heroína, das metafetaminas e cocaína.

“Os corredores marítimos, aéreos e terrestres têm sido explorados por grupos organizados, exigindo deste modo constante reforço da vigilância, da cooperação policial e da capacidade de investigaçãoˮ.

No  que concerne  à prevenção primária, no primeiro semestre do ano em curso, foi verificado o incremento na massificação do conhecimento sobre as consequências nefastas do uso de drogas, ministrados em cerca de 30 mil palestras que beneficiaram mais de 800 mil pessoas, correspondente a um aumento comparativamente ao primeiro semestre do ano passado.

Na prevenção secundária, igualmente aumentou o número de pacientes com perturbações mentais e de comportamento decorrentes do uso de substâncias psicoactivas, tendo sido atendidos mais de dez mil pacientes nas nossas unidades sanitárias.

Já na prevenção terciária, foram reintegrados nas suas famílias mais de 1.800 usuários de drogas compensados e realizadas cerca de 3 mil visitas de apoio psicossocial.

“Continuaremos a trabalhar na proposta do plano de redução de danos e já existem alguns resultados positivos na implementação de projectos–piloto em algumas províncias de Moçambique, incluindo a cidade de Maputoˮ. concluiu.

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