ECONOMIA

PR defende fim da burocracia nos serviços públicos

156O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu a modernização administrativa de Moçambique através de uma transformação digital centrada na eliminação da burocracia e na interoperabilidade institucional.Falando hoje, em Maputo, na abertura da conferência Citizen Connect Africa – Mozambique, um encontro de alto nível dedicado à transformação digital, à modernização dos serviços públicos e à promoção de soluções tecnológicas centradas no cidadão, promovido pelo Ministério das Comunicações e Transformação Digital, Daniel Chapo disse que a transformação digital deve responder às necessidades do povo, respeitar as instituições públicas e privadas e contribuir para o desenvolvimento do país.“Em Fevereiro deste ano, durante a primeira Conferência Nacional sobre a Transformação Digital, afirmámos que Moçambique deve entrar numa nova etapa da sua trajectória de desenvolvimento. Devemos colocar a tecnologia ao serviço da modernização do Estado, das instituições privadas, do crescimento económico e da melhoria da vida dos cidadãos. Hoje reafirmamos esta visão. Não queremos apenas informatizar os serviços públicos. Queremos transformar a maneira como o Estado funciona, como as instituições comunicam entre si e, sobretudo, como servem o povo moçambicano”.O Chefe de Estado referiu igualmente que não basta substituir o papel por um ecrã se a burocracia continuar a mesma,  assim como criar plataformas digitais se o cidadão continuar a procurar várias instituições para resolver um único assunto que poderia estar integrado entre elas.“Não basta modernizar os equipamentos se os procedimentos continuarem lentos, complexos e distantes das necessidades das pessoas. Não queremos digitalizar a burocracia. Queremos acabar com a burocracia desnecessária. Por isso, queremos digitalizar as mentes dos funcionários públicos”, defendeu.O estadista disse também que quer um Estado que funcione de forma integrada, em que as instituições cooperem, os sistemas comuniquem entre si e os serviços sejam organizados em função das necessidades dos cidadãos.“Não faz sentido que um cidadão tenha de apresentar repetidamente a mesma informação em diferentes instituições do Estado. Não faz sentido que um documento emitido por uma instituição pública não possa, quando legalmente permitido, ser consultado por outra na mesma plataforma. Queremos que o cidadão, a partir da sua casa e através do seu telefone, trate das suas preocupações sem precisar de se deslocar”, disse p Presidente da República.

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