POLÍTICA

Moçambique e Sérvia identificam áreas estratégicas para cooperação

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Moçambique e a República da Sérvia identificaram novas áreas estratégicas para o aprofundamento da cooperação bilateral, com destaque para a agricultura, indústria, formação e comércio, no quadro da visita de trabalho da Primeira-ministra, Maria Benvinda Delfina Levi, àquele país.Falando à imprensa moçambicana, no final da sua participação na Cimeira Comemorativa do 65.º aniversário da Primeira Conferência dos Chefes de Estado e de Governo do Movimento dos Países Não-Alinhados, Maria Benvinda Levi considerou que a deslocação constituiu uma oportunidade para recuperar e ampliar as relações entre os dois países.

“Esta é uma oportunidade para restabelecer essas relações e avançar para outras áreas de cooperação, como a área comercial e outras.”, afirmou.Maria Benvinda Levi recordou que os laços entre Moçambique e a antiga Jugoslávia remontam ao período da luta de libertação nacional e que as relações diplomáticas entre os dois países foram estabelecidas há 51 anos, após a independência de Moçambique.Segundo a governante, nos últimos anos a cooperação esteve concentrada no domínio político-diplomático, havendo agora interesse mútuo em alargar a parceria para sectores considerados estratégicos para os dois países.Na agricultura, a Sérvia manifestou interesse em aprofundar as relações com Moçambique, enquanto no sector da formação foi manifestada disponibilidade para aumentar o número de bolsas de estudo destinadas a estudantes moçambicanos.Actualmente, apenas sete estudantes moçambicanos encontram-se na Sérvia, número que poderá ser ampliado através de novos mecanismos de cooperação.“Eles mostraram-se abertos para alargar o número de bolsas e certamente vamos estudar com a Sérvia e com Moçambique como fazer para maximizar esta potencialidade.”, revelou.

A cooperação poderá igualmente abranger a indústria, incluindo a indústria militar, bem como outras áreas que venham a ser identificadas como de interesse comum.Para operacionalizar estas iniciativas, os dois países deverão criar grupos de trabalho destinados a identificar as áreas com maior potencial e estabelecer mecanismos concretos de cooperação.“Vamos criar grupos de trabalho para ver em que áreas nós temos maior potencial, as boas partes e avançar.”, explicou.No plano multilateral, a dirigente considerou que a participação de Moçambique na Cimeira dos Países Não-Alinhados esteve em consonância com os princípios defendidos pelo país, nomeadamente o multilateralismo, a integridade territorial, a independência dos povos e a resolução pacífica dos conflitos.Maria Benvinda Levi destacou igualmente a actualidade dos Princípios de Bandung, sobretudo perante o actual contexto internacional, marcado por tensões geopolíticas, conflitos e desafios relacionados com as alterações climáticas.

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