NACIONAL

É necessário maior rigor no recrutamento de polícias

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– defende Nazário Muanambane, presidente da Associação Moçambicana de Polícias, em entrevista ao domingo

O desenrolar da relação Polícia-comunidade, a selecção de candidatos à Escola Prática de Matalane, academiais policiais, bem como as práticas de corrupção envolvendo agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), são temas da entrevista que apresentamos nas próximas linhas ao leitor do domingo com o presidente da Associação Moçambicana dos Polícias, Nazário Muanambane, na qual, também, abordamos o alcance desta organização teimosa em actuar junto dos seus mais de 14 mil membros, mesmo sob desconfiança das sucessivas lideranças do Ministério do Interior.

Como avalia a relação entre a Polícia e a comunidade?

Podemos dizer que, ultimamente, tende a melhorar. É verdade que a nossa Polícia passou por uma fase delicada, a partir do período da campanha que antecedeu as últimas eleições gerais, onde tentaram desacreditar o trabalho da corporação. Fomos chamados nomes, cenário que piorou durante as manifestações pós-eleitorais. A Polícia tinha que sair à rua para garantir a ordem e tranquilidade públicas e, nessa intervenção, também houve políticos que olharam para a corporação como um instrumento a serviço de um partido político. Aí começou a haver desinformação para desacreditar a nossa Polícia.

Então podemos concluir que a relação não é boa?

Depois das eleições e das manifestações, e do trabalho que temos vindo a assistir por parte dos dirigentes da Polícia, incluindo o próprio Comandante em Chefe das Forças de Defesa e Segurança, a situação melhorou. Apesar disso, determinadas formações políticas continuam a desinformar e isso faz com que, de facto, a nossa Polícia continue desacreditada por alguma parte da sociedade.

Os partidos estão a fazer confusão entre defesa dos interesses do Estado e de uma determinada formação política?

A nossa Polícia sai à rua para defender e legalidade e eles olham como se estivesse ao serviço de determinado partido político, está errado. Isso cria transtornos porque fazem outros acreditarem que a PRM não está ao serviço do Estado, mas de determinada formação política.

Sente que essa desconfiança se mantém?

Como disse, a situação está a melhorar, mas há episódios que vão surgindo. O que aconteceu este mês, por exemplo, faz as pessoas recordarem-se do passado. Quando há uma violência,há discursos de violência, voltamos a ter pessoas a olharem para a Polícia de forma errada, não como defensora do Estado, mas de determinada força política. Leia mais…

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