SOCIEDADE

MAGANJA DA COSTA: Banco Mundial financia mitigação de mudanças climáticas

35

TEXTO DE JOCAS ACHAR

Está na fase conclusiva o estudo que visa identificar antídotos técnicos para a mitigação de mudanças climáticas na vila municipal da Maganja da Costa, na província da Zambézia. Iniciada há dois anos, a investigação é financiada pelo Banco Mundial e  decorre no contexto da implementação do Projecto de Desenvolvimento Urbano Local (PDUL) e tem o objectivo de encontrar soluções técnicas viáveis para mitigar os efeitos combinados de erosão dos solos e as recorrentes inundações urbanas.

O vereador do pelouro de Desenvolvimento Urbano e Infra-estruturas naquele Conselho Autárquico, Nelson Jorge, disse, há dias, em entrevista ao domingo, que os efeitos combinados da erosão e inundações urbanas danificam as estradas em menos tempo após as intervenções.

Acrescentou que o facto leva a que as autoridades municipais intervenham nas mesmas estradas mais de uma vez por ano para garantir a circulação de pessoas e bens e, isso, tem fortes implicações na tesouraria da edilidade.

O nosso entrevistado disse que o projecto que está prestes a findar poderá trazer soluções técnicas sustentáveis e a partir dai serão mobilizados recursos internos e de parceiros para dar resposta ao problema que inquieta os mais de setenta mil munícipes daquela autarquia. O maior problema, segundo Nelson Jorge, é a localização geográfica da vila, que está entre rios e sempre que correm chuvas as águas arrastam consigo os solos.

Aquele autarca disse também que a vila municipal enfrenta sérios problemas de ocupação desordenada de solos. Afirmar que a actual governação herdou o problema criado durante a guerra civil em que milhares de famílias que viviam nas localidades procuraram espaço na vila e nessa altura não houve cuidado de urbanizar a zona para uma melhor ocupação de solos.

Porém, disse por outro lado que há talhões atribuídos há vinte anos e não estão a ser ocupados em termos de exploração para a construção de casas ou edifícios para a prestação de qualquer serviço público, o que impede o crescimento da vila. Neste momento, a fonte diz que o Conselho Municipal local convida as pessoas interessadas para investir em actividades económicas com vista a fortalecer a capacidade de colecta de receitas.

Explicou que actualmente decorre um levantamento desses talhões com o fito de solicitar os actuais detentores dos Títulos de Uso e Aproveitamento da Terra (DUATs) a fim de receberem ultimatos. A ideia, segundo a fonte, caso se mostrem indisponíveis e sem capacidade de investir, os talhões serão revertidos a favor do município para atribuir a outros interessados.

Entretanto, o município enfrenta dificuldades para a recolha e tratamento de resíduos sólidos devido a falta de meios. Os disponíveis, um tractor e um camião, foram queimados e vandalizados durante as manifestações pós-eleitorais.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo