Sector privado defende financiamento específico para o crescimento sustentável do turismo
A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), a maior entidade patronal no País, defende a adopção de mecanismos de financiamento específicos que apoiem pequenas e médias empresas, projectos comunitários e empreendimentos ecológicos, para promover um crescimento sustentável do turismo.
Falando ontem (03), em Vilankulo, na conferência internacional do Turismo (Mozambique Tourism Summit 2025), o vice-presidente da CTA, Onório Manuel, destacou a importância de digitalizar a experiência turística moçambicana, desde a promoção online, reservas electrónicas, marketing inteligente, até à gestão integrada de destinos turísticos.
Na ocasião, a CTA defendeu ainda a aposta em Parcerias Público-Privadas (PPPs) para transformar o turismo moçambicano, mobilizando recursos para desenvolver infraestruturas modernas, formação profissional de qualidade, conectividade aérea e rodoviária, e transformação digital dos destinos.
“O sector privado está pronto para fazer a sua parte nesse processo: investir, inovar e colaborar. Mas é fundamental que as políticas públicas e os instrumentos financeiros estejam alinhados com esta ambição comum”, salientou Onório Manuel.
Mais adiante, o vice-presidente da CTA apontou a economia azul como uma das maiores vantagens comparativas para Moçambique se afirmar como o epicentro do turismo costeiro e marítimo sustentável da África Austral.
Por sua vez, o ministro da Economia, Basílio Muhate, destacou o turismo como uma das “áreas prioritárias do desenvolvimento”, cuja capitalização também expõe e revela Moçambique como um destino seguro e atractivo ao investimento pela sua localização, oportunidades e serviços de facilitação comercial disponíveis.
O governante exortou os empresários a investirem nas inúmeras oportunidades que o País dispõe na área do turismo e serem embaixadores da marca “Moçambique”.
(Foto DR)












