CULTURA

Vida de rasta

TEXTO DE NEYMA DE JESUS

Cabelos volumosos e densos. Fios que se enrolam e crescem de forma natural, que formam “mechas” longas e compactas. É assim que se apresentam os rastafáris, uma comunidade cuja tradição os cabelos (dreadlocks) são mais do que simples penteados, mas um símbolo de identidade. A comunidade eterniza um manancial de ritos partilhados com a nossa Reportagem, no decorrer de mais um culto religioso, rodeado de momentos de pura curiosidade.

e. “É uma questão espiritual”, conforme defende Ras Gad, um dos representantes que serviu de cicerone entre os membros daquela comunidade. “Não cortámos o cabelo, porque o nosso Deus vive aqui”, ajunta. “As rastas expressam liberdade, resistência, fé e, acima de tudo, servem de antena que nos liga a Deus”, reforça Bongo Halare.

Os rastafáris conservam uma tradição que se preza pela paz, partilha, respeito, resgate das origens e valores africanos. Tem como principal figura o último imperador da Etiópia, Hailé Selassié, a quem veneram como seu Deus e Criador do Universo.

TABERNÁCULO

A devoção dos membros da comunidade tem como destinatário o imperador. Através de orações, preces e acções de graças têm sido realizados os cultos no seu tabernáculo. Lá, homens, mulheres, adolescentes e crianças adoram aquele que consideram o conquistador do Leão da tribo de Judá, Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, a Santíssima Trindade.

O culto é presidido por sete priests (pastores), os quais se posicionam à volta do altar, entoando em voz áspera o hino etíope. Tanto em Inglês, Português ou Xichangana, são lidos os trechos bíblicos dos “Salmos”, ao mesmo tempo que são transmitidos ensinamentos que constam nas escrituras, como o “Guide line”, da “Ordem Nyahbingi”, que rege a tradição no seio daquela comunidade.  Leia mais…
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