EM CHIMOIO: Religiosos debatem paz, reconciliação e harmonia social
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ISABEL JEREMIAS
Líderes religiosos da província de Manica participam desde a manhã de hoje, na cidade de Chimoio, na II Conferência Provincial das Confissões Religiosas, um encontro que visa reflectir sobre a paz, reconciliação e harmonia social entre os moçambicanos.
O evento também pretende capacitar os participantes em matérias de direitos humanos que são entendidos como elemento essencial para a promoção da liberdade religiosa e da convivência pacífica.
Abel Henriques de Albuquerque, director provincial de Justiça e Trabalho em Manica, considera que o evento é fundamental para a construção de uma nação centrada no bem-estar colectivo.
Na abertura do encontro, de Albuquerque manifestou preocupação com o aumento de casos criminais nesta província que, ironicamente, conta com o maior número de igrejas registadas no país, num total de 200.
“É preocupante observarmos o crescimento da criminalidade num contexto em que existe uma forte presença religiosa. Precisamos de entender as causas e propor soluções”, afirmou.
De Albuquerque reconheceu o papel da igreja na formação moral e social dos cidadãos, sublinhando que o Governo continuará a trabalhar em estreita colaboração com as instituições religiosas para fortalecer o tecido social e promover a coesão nacional.
Por seu turno, Ferro Ernesto, presidente do Fórum Provincial das Confissões Religiosas, expressou esperança de que o encontro se torne um marco para o enfrentamento dos desafios que afligem a sociedade moçambicana e apelou ao fortalecimento dos valores de amor, perdão e solidariedade entre os cidadãos.
“Reafirmamos o compromisso de continuar a desenvolver acções que promovam o bem-estar social, a formação do Homem Novo e o resgate dos valores morais e éticos, que infelizmente se têm degradado com o tempo”, frisou.
Alfredo Jambo, líder da Igreja Ministério Arca de Avivamento Internacional, manifestou optimismo quanto aos resultados da conferência. Para ele, o encontro representa uma oportunidade para reforçar a união entre as igrejas e consolidar o seu papel na promoção da paz e da solidariedade.












