INTERNACIONAL

Aliado de Merz denuncia chegada de milhares de ucranianos à Alemanha


De acordo com dados do Ministério do Interior alemão, desde 26 de agosto, com a decisão de Kyiv de flexibilizar a lei marcial e autorizar os jovens adultos do sexo masculino a deixar o país, o número de ucranianos dessa faixa etária que pediu refúgio na Alemanha está a aumentar muito, ultrapassando recentemente os 1.000 por semana.

“Temos de controlar e reduzir seriamente o fluxo crescente de jovens do sexo masculino provenientes da Ucrânia”, exigiu Markus Soder, líder da União Social-Cristã (CSU) e que também dirige a poderosa região da Baviera, em declarações publicadas no diário Bild.
Soder considerou que “a UE e Berlim devem pressionar a Ucrânia para que as regras de saída do território, que foram flexibilizadas, sejam novamente alteradas”.
Ao salientar o papel da Alemanha como principal fornecedor europeu de ajuda militar a Kyiv, Soder considerou que a Ucrânia precisa de “soldados ucranianos para defender o país”.
“Não ajuda ninguém que cada vez mais jovens ucranianos venham para a Alemanha em vez de defenderem a pátria”, afirmou.
Nos dias que se seguiram à invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, Bruxelas concedeu proteção temporária a nível da UE aos refugiados ucranianos.
A proteção foi prolongada até 2027 e Soder também quer a revisão desta medida.
Entre o início da invasão russa em grande escala e agosto de 2025, os homens com idades entre os 18 e os 60 anos estavam proibidos de deixar a Ucrânia, salvo exceções.
As pessoas com idades entre 18 e 22 anos nunca foram afetadas pela mobilização militar, cuja idade mínima foi reduzida no ano passado para 25 anos. Já em agosto, as autoridades ucranianas decidiram permitir que deixassem o país, o que provocou uma onda de partidas.
Mais de 5,6 milhões de ucranianos refugiaram-se no estrangeiro desde a invasão de fevereiro de 2022, a grande maioria na Europa, indicam dados da ONU. 
Mais de um milhão deles foi acolhido pela Alemanha.
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