Ucrânia: Espanha junta-se a programa da NATO de compra de armas aos EUA
O líder do Governo espanhol disse que falou esta semana com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, sobre esta iniciativa da NATO e que os dois países têm estado a estudar as “compras conjuntas” de armamento que poderiam fazer.
“Espanha é um país comprometido com a Aliança Atlântica e também com a defesa e o apoio à Ucrânia, em todos os níveis”, disse Sánchez, em resposta a perguntas dos jornalistas em Bruxelas, antes de entrar na reunião do Conselho Europeu de hoje, em que esteve Zelensky.
Sánchez não revelou com que verbas pretende contribuir Espanha para este programa da NATO conhecido por PURL (a sigla em inglês para Lista de necessidades prioritárias da Ucrânia).
O programa foi lançado em julho pela NATO e visa garantir o equipamento militar de que a Ucrânia precisa, maioritariamente fabricado nos Estados Unidos (EUA), depois de o governo norte-americano ter anunciado que não continuaria a fornecer gratuitamente todos os meios de defesa solicitados por Kyiv.
Mais de metade dos membros da NATO já disseram que iriam aderir à iniciativa PURL.
Portugal vai participar com 50 milhões de euros na iniciativa, anunciou na semana passada o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, no final de uma reunião ministerial no quartel-general da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), em Bruxelas, na Bélgica.
“Anunciámos que vamos investir 50 milhões de euros no PURL [iniciativa das necessidades prioritárias da Ucrânia], do mesmo modo que anunciámos que vamos investir dez milhões de euros na iniciativa britânica de drones (…), apesar de ser uma iniciativa britânica, tem recaído invariavelmente na produção de drones nacionais, portanto, é um investimento também na indústria de defesa nacional”, sustentou o ministro da Defesa Nacional.
A Ucrânia, alvo de uma ofensiva militar da Rússia desde fevereiro de 2022, pediu que o orçamento total do PURL alcance 3.500 milhões de dólares (cerca de 3.000 milhões de euros) até ao final deste mês.
A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país.
Os aliados de Kyiv também têm decretado sanções contra setores-chave da economia russa para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra na Ucrânia.
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