Moçambique e Quénia fortalecem relações bilaterais
78
A Primeira-Ministra, Benvinda Levi, foi recebida hoje, no State House, em audiência, pelo Presidente da República do Quénia, William Ruto, tendo afirmado, no fim do encontro, que foi uma oportunidade para passar em revista as relações bilaterais entre os dois países, que já datam do período anterior à Independência, tendo sido consolidadas depois de 1975 e em particular após a celebração do Acordo Geral de Cooperação.
A dirigente moçambicana, que esteve em Nairobi para participar nas comemorações do Dia dos Heróis Quenianos assinalado ontem, referiu que “nessa cooperação temos dado enfoque à cooperação política, mas vimos que há necessidade de também dar um espaço relevante à cooperação económica, porque há vários aspectos aqui da economia queniana que podem ser partilhados com os moçambicanos. Também há vários aspectos da economia moçambicana que podem ser partilhados com os quenianos”.
A Primeira-Ministra lembrou, na ocasião, que um dos temas abordados durante a audiência foi a questão da soberania alimentar.
“Um dos aspectos que nós destacámos teve a ver com as referências que o Presidente fez no seu discurso à Nação, ontem, por ocasião do Dia dos Heróis, onde se referiu à necessidade do país ter a soberania alimentar. O combate à fome é também uma das bandeiras da nossa governação. Sem soberania alimentar nós poderemos ter dificuldades de atingir outros objectivos”, disse.
Acrescentou que “partilhamos esses aspectos e também de cooperação noutras frentes, basicamente a nível multilateral, porque tanto Moçambique como Quénia são parte de várias organizações a nível da África e do Mundo, e é importante que sobre assuntos estratégicos nós concertemos posições para que a nossa posição se faça ouvir nesses fóruns”.
Benvinda Levi anotou ainda que “no geral, a visita foi bastante proveitosa, profícua, podemos acompanhar a celebração do Dia dos Heróis e vimos aqui como a questão dos heróis, cidadania, é cultivada desde tenra idade. Foi bonito ver a participarem nos desfiles, desde crianças de tenra idade, com cinco ou seis anos, até pessoas de mais idade, e todas elas muito entusiasmadas, muito unidas em torno daquilo que são os valores da Nação”.











