(1986-2025): Trinta e nove anos sem Samora
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Passam precisamente hoje 39 anos do trágico acidente aéreo que vitimou o primeiro Presidente de Moçambique, Marechal Samora Moisés Machel, no monte “Mponduine”, na região de Mbuzini, África do Sul.
A notícia do sucedido só chegou ao país por volta das 6.00 horas do dia 20, através de Pik Botha, na altura ministro dos Negócios Estrangeiros da África do Sul.
Naquele dia fatídico, as pessoas pararam com os seus afazeres e os rostos não disfarçavam o incomensurável estado de choque. Momentos depois ao anúncio formal, proferido pelo malogrado Marcelino dos Santos, então presidente da Assembleia Popular, quase ninguém quis acreditar que Samora Machel tinha morrido.
Nas horas que se seguiram, as pessoas passaram a preocupar-se com as notícias que estavam a ser permanentemente actualizadas, sobretudo para dar conta dos detalhes de como o avião de fabrico russo, “Tupolev 134”, havia caído junto das montanhas da Cordilheira dos Libombos.
No domingo, 19 de Outubro, Samora Machel viajou com uma delegação para Mbala, na Zâmbia, onde deveria participar numa reunião da Linha da Frente. Um dos pontos da agenda era Machel, Kaunda e José dos Santos, presidentes de Moçambique, Zâmbia e Angola, respectivamente, dialogarem com o líder do Zaire, Mobuto Sese Seko, acerca do seu apoio à União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA). O maior partido da oposição de Angola, desde 1976, supostamente recebia apoio da América através do Zaire. Outro ponto da agenda era de verificar o apoio da África do Sul à Resistência Nacional de Moçambique (RENAMO). Leia mais…












