DIA MUNDIAL DA VISÃO: Retinoblastoma: cancro “mirim” e pouco conhecido
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- Registados no ano passado 42 casos, contra 256 ocorridos em 2023
É um cancro “mirim”, pois ocorre em crianças recém-nascidas até aos cinco anos de idade. Contudo, à semelhança dos outros, age em surdina. Em regra geral, o estrabismo (desalinhamento dos olhos) e o aparecimento de um nódulo esbranquiçado na pupila, que recordam olhos de um gato, são os primeiros sinais visíveis. No entanto, apesar de pouco conhecido, afecta crianças moçambicanas.
Lígia Munguambe, directora do Programa Nacional de Oftamologia, aponta que a “luta” do Ministério da Saúde é, neste momento, massificar a informação sobre esta patologia ocular e receber maior número de casos suspeitos para diagnóstico e tratamento precoce.
Se Minércia Roque, mãe de 26 anos, tivesse levado a filha, Belga Manuel Vilanculos, de cinco anos, ao hospital logo que se apercebeu de algo estranho nos olhos da menor, provavelmente o estado de saúde estivesse menos grave.
Há quase duas semanas que a jovem mãe se encontra internada com a filha na enfermaria de Oftamologia do Hospital Central de Maputo. Vêm transferidas de Inhambane. Minércia passa grande parte do tempo a contemplar o estado desacordado da menina. Quando a monotomia a frustra, ela conversa com Amélia Alfiado, paciente da cama de lado, também proveniente de Inhambane. Até hoje, afirma que não tem conhecimento da doença que corrói a saúde da filha. Mas, conta que a saúde ocular dela começou a mudar há um ano, quando tinha quatro anos. “O olho tinha um ponto esbranquiçado no meio. Depois de um tempo, começou a ficar grande. Por isso, em Setembro deste ano, levei-a à consulta. Leia mais…












