PEDRO GUILICHE, PORTA-VOZ DA FRELIMO: Pensamento de Samora guia luta pela independência económica
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FRANCISCO MANJATE E JORDÃO CORNETA
QUARENTA anos após a morte de Samora Moisés Machel, primeiro Presidente de Moçambique independente, o seu pensamento político e estratégico continua actual e relevante para enfrentar os desafios económicos, políticos e sociais de Moçambique, num caminho firme e recto para o desenvolvimento à escala nacional.
Este posicionamento foi defendido por Pedro Guiliche, porta-voz da Frelimo, em entrevista ao “Notícias”, apresentando uma reflexão sobre o legado de Samora Machel, no dia em que passam 40 anos depois da sua morte, ocorrida em Mbuzini, África do Sul, a 19 de Outubro de 1986. Apontam-se como responsáveis desta tragédia, que chocou o país e o mundo, o regime segregacionista sul-africano do “apartheid” em colaboração com a portuguesa PIDE-DGS.
Nesta perspectiva, Pedro Guiliche partilhou que a independência económica, o combate à corrupção, a unidade nacional e a valorização da juventude constituem algumas das principais dimensões do legado do proclamador da independência e fundador do Estado moçambicano, que o partido no poder considera fundamentais para orientar o futuro do país.
A Frelimo, segundo Guiliche, destaca o compromisso de Samora Machel com os interesses mais nobres da nação, como o amor ao povo, a dedicação à pátria e a firmeza na defesa dos interesses nacionais.
No olhar do porta-voz desta força política, estes valores continuam a representar referências para a actuação política e governativa, sobretudo numa altura em que Moçambique procura consolidar as conquistas da independência e reduzir a dependência económica externa.
“Falar de Samora Machel é sempre um desafio extremamente complexo. Ele era detentor de algumas das características únicas que foram essenciais para trazer o país à completa liberdade. Dono de um carinho único e dedicado ao povo, uma vida inteira dedicada, de forma abnegada, à pátria e uma postura de combate intransigente contra a corrupção”, afirmou Guiliche.
Na sua visão, o compromisso com os cidadãos constitui o ponto de partida para compreender a trajectória política de Samora e a orientação histórica da Frelimo.
“O povo é o ponto de partida e o ponto de chegada da Frelimo. A única razão de ser da Frelimo é o povo moçambicano. A história e anseios de todos os moçambicanos estão a nossa linha de interesses prioritários desde que o país existe”, argumentou.
Na visão apresentada pelo porta-voz do partido, a actualidade do pensamento de Samora Machel deve ser analisada à luz das transformações registadas desde a proclamação da independência nacional, a 25 de Junho de 1975, e dos desafios que permanecem por superar.
Se, naquele momento histórico, a prioridade consistia em conquistar a soberania política e afirmar o país no contexto internacional, o período actual exige maior capacidade de produção interna, transformação dos recursos nacionais e financiamento do desenvolvimento a partir de uma base económica mais sólida.“Falar de Samora Machel é falar da fundação, construção e da projecção, não só para o nível regional, como também continental e internacional. A experiência acumulada ao longo dos últimos 50 anos deve servir de fundamento para esta nova etapa, sem perder de vista os princípios de justiça social, solidariedade e defesa do interesse colectivo que associa ao pensamento do nosso primeiro Presidente”, expressou.
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