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Bebidas energéticas e “xivotxongo” novo “cocktail” arrasa a juventude

173Apresentadas como fonte de energia e boa disposição, novas bebidas estão a arrastar jovens e adolescentes ao consumo descontrolado, sob o pretexto de combater o sono e cansaço. Como se não bastasse, há uma realidade que está, silenciosamente, a agravar a situação: o “cocktail” destas energéticas e “xivotxongo” (bebidas espirituosas de alto teor alcoólico). Uma verdadeira bomba a relógio para a saúde pública.Vendidas ao preço que varia entre 30 e 100 meticais, as bebidas energéticas são consumidas diariamente e, em alguns casos, misturadas com as alcoólicas. Esta prática preocupa as autoridades da Saúde, que alertam para as alterações negativas e prejudiciais que as mesmas podem causar ao organismo humano. Segundo esclarecem, para além de apenas criar uma sensação enganosa e temporária de desaparecimento de cansaço, a cafeína – ingrediente que faz parte da composição da bebida, pode aumentar a pressão arterial e provocar palpitações, quando consumida de forma exagerada.Há seis anos que Jaime António, comerciante, decidiu incluir estas bebidas energéticas na sua lista de produtos para venda, quando se apercebeu da grande procura que existia no mercado. Para além de adultos, explica que alunos adolescentes tendem a ser os que mais buscam por estas bebidas sob o pretexto de revitalizar o corpo e a mente Carlos Uqueio e Jerónimo Muianga centes. “Algumas pessoas, inclusive adolescentes, compram apenas para misturar com outras bebidas, alegando que quando fazem isso a percentagem de álcool diminui e faz com que o cheiro forte do álcool não se faça sentir na sala de aula, pordois e, dependendo da minha condição financeira, tomo como se fosse um refrigerante normal. Já ouvi várias pessoas a falarem sobre os riscos do consumo desta bebida, mas até então ainda não senti nenhum”, explicou. O entrevistado considera que, para reduzir a procura e prevenir possíveis doenças relacionadas com o consumo excessivo, uma das medidas poderia passar pelo aumento do preço das bebidas energéticas, acreditando que isso poderia contribuir para diminuir o consumo. e manter a concentração na sala de aula. “Aqui, o preço desta bebida varia entre 30 e 90 meticais, dependendo da marca. Aqui no meu estabelecimento é normal ver um cliente a comprar mais de duas vezes energéticos para o consumo e eu fico sem saber se a pessoa toma mesmo para dar energia ou como um refrigerante normal”, contou.Clementina diz conhecer os riscos associados ao consumo excessivo e, por isso, evita vender bebidas alcoólicas a crianças. Recebe na sua banca menores com idades entre 10 e 14 anos, apesar de considerar que não é apropriado para aquela faixa etária devido à sua composição. Leia mais…

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