Xenofobia visa desestabilizar África Austral
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- Xenofobia visa desestabilizar África Austral
TEXTO DE DOMINGOS NHAÚLE E MARIA DE LURDES COSSA
A xenofobia na África do Sul não é um problema aleatório das ruas. Trata-se de uma crise orquestrada, planeada e financiada meticulosamente para dividir, desestabilizar, desacreditar a África do Sul e, por conseguinte, a África Austral.
A tese é defendida por Mussagy Jeichande, especialista em Relações Internacionais, reconhecido como primeiro Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário de Moçambique na África do Sul, nomeado em 1994, depois do “Apartheid”.
Entrevistado pelo domingo na sequência do recrudescimento de ataques xenófobos, Mussagy considera haver vários cenários, nomeadamente isolar os sul-africanos da África negra e semear ódio com seus irmãos do Zimbabwe, Nigéria, Moçambique e outros países, destruindo a unidade regional.
Explica que a ideia é deixar o caos crescer, a economia afundar cada vez mais, a criminalidade aumentar, enfraquecer o actual Governo, acusando-o de incompetente. Admite que se pretende voltar à narrativa.
“Nós demos a vocês um país funcional e destruíram-no. Os negros africanos não conseguem se governar. A África do Sul é a prova disso.”
Posto isso, segundo a fonte, o passo seguinte poderá ser a realização de novas eleições e garantir a constituição de um novo Governo não mais dirigido pelo ANC.
Dessas eleições poderá surgir um Governo aparentemente focado na população negra sul-africana, mas na verdade euro-cêntrico, “isto é, tendo como objectivo ser subserviente ao mundo civilizado. Esta foi a situação dominante em todo continente até aos anos 70”.
Frisa que a independência de Moçambique e Angola mudou completamente o tabuleiro político da África, sobretudo a austral, onde o regime do “Apartheid” e da Rodésia do Sul eram os garantes dos interesses da Europa Ocidental. Leia mais…












