HENRIQUE BANZE, DIRECTOR DA FUNDAÇÃO JOAQUIM CHISSANO: Queremos introduzir a educação para a paz
30
UM conjunto de cursos que vão orientar os jovens na promoção de acções visando preservar a paz nas famílias, comunidades e instituições, destacando o diálogo como instrumento essencial para o avanço, desenvolvimento do país e bem-estar colectivo é a essência da iniciativa “Educação para a Paz”.
Este projecto integra um conjunto de acções previstas no Plano Estratégico 2026-2035 da Fundação Joaquim Chissano (FJC), visando contribuir para uma sociedade cada vez mais cimentada em valores de paz e união.
Em declarações ao “Notícias”, o director-executivo da Fundação Joaquim Chissano, Henrique Banze, explicou que a instituição está a passar por um período de redefinição de prioridades com vista a adequar os pilares e acções da instituições face aos desafios dos tempos actuais.
O novo Plano Estratégico, lançado no final do mês passado, mantém os três grandes pilares da instituição, nomeadamente paz, desenvolvimento socioeconómico e cultura, mas acrescenta novas áreas de enfoque como a questão de biodiversidade e género.
Tendo a paz como um dos seus eixos essenciais, Banze deu a conhecer que a FJC vai, nos próximos tempos, intensificar a sua actuação neste domínio utilizando a via pedagógica como forma de contribuir na consciencialização da sociedade a respeito da preservação da estabilidade.
“Há muita coisa que pode ser feita. Vamos introduzir pequenos cursos exaustivos sobre a educação para a paz, buscando disseminar o que ela significa e como se pode promover uma convivência baseada no diálogo. Essas coisas podem ser ensinadas e acreditamos numa sociedade”, explicou.
A ideia é implementar esta acção nos locais de maior concentração de população jovem e conseguir permear os outros grupos sociais, assim munindo a sociedade não só de instrumentos relacionados à paz, mediação e diálogo como também promover o resgate dos valores culturais.
“Nós consideramos que a paz começa em cada um de nós. Queremos direccionar, primeiro, para os jovens nas escolas e comunidades, porque uma das grandes questões é como a educação familiar é feita e como ela pode ser importante para a preservação da paz”, destacou.
Segundo Henrique Banze, a importância da disseminação dos princípios orientadores da paz e do diálogo, assim da mediação nas comunidades reside no desenvolvimento da capacidade das pessoas gerirem pequenos conflitos do dia-a-dia com a máxima prudência.
Crianças, jovens e mulheres como prioridade
O antigo Chefe do Estado é patrono da fundação que ostenta o seu nome
AS crianças, jovens e mulheres passam a constituir os principais segmentos sobre os quais a Fundação Joaquim Chissano pretende concentrar a sua intervenção por constituírem uma oportunidade para a promoção de valores como solidariedade, integridade e paz.
Esta é uma das novidades da nova estratégia da instituição. Segundo Henrique Banze, trata-se da definição mais clara dos grupos-alvo, por representarem o futuro do país.
“Nós focamo-nos nas crianças porque claramente é um campo muito fértil para trabalhar no sentido de trazer valores e orientar como elas devem crescer, é o futuro do país. Se conseguirmos estabelecer os valores da solidariedade, integridade nas crianças, nós podemos ter a certeza que teremos um futuro muito melhor em termos de como é que as pessoas se relacionam umas com as outras”, expressou.




