POLÍTICA

PR propõe pacto para reconstrução moral e cívica da sociedade

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O Presidente da República, Daniel Chapo, propôs hoje, na Matola, a construção de um Pacto Nacional pela Reconstrução Moral e Cívica da Sociedade Moçambicana, envolvendo o Estado, as confissões religiosas e a sociedade na promoção de valores como vida, família, tolerância, paz, reconciliação, honestidade, integridade e patriotismo.Falando na abertura da IX Conferência Nacional Religiosa, o Chefe do Estado defendeu uma nova etapa na relação entre o Estado e as confissões religiosas, assente no respeito pela autonomia e doutrina de cada comunidade religiosa e na convergência em torno de valores fundamentais para a sociedade moçambicana.Daniel Chapo considerou que a transformação da sociedade exige, para além da resposta institucional aos problemas, uma mudança profunda da consciência humana. “A nossa missão tem que ser transformar a consciência humana”, afirmou, apontando a necessidade de formar cidadãos íntegros e comprometidos com valores éticos e morais.O Presidente da República reconheceu, neste contexto, o papel das confissões religiosas na formação moral dos cidadãos, sublinhando que as suas palavras chegam a comunidades onde, muitas vezes, a intervenção do Estado não consegue chegar. Segundo o governante, os líderes religiosos são “educadores de consciências humanas; construtores de esperança do povo moçambicano; promotores da paz e da reconciliação”.O Chefe do Estado defendeu igualmente que cada espaço de culto seja transformado numa “escola de cidadania”, onde sejam promovidos a ética, a moral, a integridade e a responsabilidade, e que as comunidades religiosas contribuam também para a transformação social, humana e económica.Ainda na sua intervenção de ocasião, Daniel Chapo reiterou que Moçambique é um Estado laico e que a separação entre o Estado e as confissões religiosas constitui um princípio fundamental que deve ser respeitado e preservado. Ao mesmo tempo, observou que “separação não significa indiferença. Laicidade não significa hostilidade à religião”, defendendo a cooperação em matérias de interesse comum.

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